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Icônico avião estacionado em Taguatinga tem destino selado. Entenda


Em busca de novos ares, o avião que está estacionado às margens da Avenida Elmo Serejo deve ser revitalizado por uma empresa de estética automotiva do Distrito Federal que já tem data para limpar e modernizar a estrutura da aeronave. A operação acontecerá entre os dias 19 e 21 de setembro.

O Boeing 767-200 da extinta Transbrasil pertence aos empresários Leonardo Tinen, 35 anos, e Charles Tinen, 60. Pai e filho, eles são donos da Transplantas Imobiliária, empresa que possui quatro megalojas de floriculturas espalhadas pelo Distrito Federal. O avião está estacionado no jardim de uma delas.

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No escritório que tem diversas miniaturas de aviões, os proprietários do empreendimento receberam o Metrópoles e revelaram uma nova parceria com a empresa Autotek, que irá fazer reparos na carcaça da aeronave.

A empresa lançou um desafio chamado Legado do Brilho, que irá selecionar 10 especialistas automotivos anônimos de qualquer lugar do Brasil para ajudarem na reconstrução do projeto. No fim de semana do evento, os detailers–  profissionais que fazem reparos em carros – poderão se juntar a influenciadores do setor e à algumas marcas de estética automotiva que estarão no evento com a missão de devolver o brilho ao Boeing 767-200 que fez milhares de voos.

Com vagas limitadas, a empresa cobrirá as passagens, hospedagem e alimentação dos escolhidos. A seleção será feita com base na criatividade, impacto visual e originalidade dos seus vídeos. As inscrições podem ser feitas até o dia 30 de agosto neste link.

Para os donos do gigante de ferro, o projeto de modernização do avião terá custo zero. A limpeza e revitalização será feita em troca de divulgação dos profissionais e das marcas que farão parte do desafio.

“A gente quer tirar essa ideia que as pessoas têm de que o avião é abandonado e não tem dono, e essa parceria é uma forma da gente poder incentivar o empreendedorismo, porque pessoas que trabalham em pequenos negócios poderão se encontrar com grandes nomes e marcas do mercado de estética automotiva. Nós pensamos também em alterar a fachada do avião para divulgar a marca da nossa empresa”, contou Leonardo Tinen.

Avião-restaurante

Levada na época por 13 viagens de carreta, a carcaça do imponente Boeing 767-200 ocupa desde 2014 um terreno próximo ao Parque Ecológico Saburo Onoyama, em Taguatinga. A intenção dos empresários que compraram o avião por cerca de R$ 100 mil na época era transformar o espaço em um restaurante, mas o projeto nunca saiu do papel.

Veja imagens de como está o avião:

5 imagensNa parte de fora é possível ver o interior da aeronave através dos buracos, onde é possível enxergar somente entulho e fios desencapadosNa última semana, um grupo de ciclistas decidiu entrar na aeronave abandonada e gravou um vídeo que foi divulgado nas redes sociaisDurante o tempo que a reportagem permaneceu no local, foi possível avistar também algumas corujasSem turbina e trem de pouso, que foram retirados, o avião é sustentado por 12 estacas de aço às margens da pista, onde cerca de 200 mil pessoas passam por diaFechar modal.1 de 5

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Na parte de fora é possível ver o interior da aeronave através dos buracos, onde é possível enxergar somente entulho e fios desencapados

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Na última semana, um grupo de ciclistas decidiu entrar na aeronave abandonada e gravou um vídeo que foi divulgado nas redes sociais

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Durante o tempo que a reportagem permaneceu no local, foi possível avistar também algumas corujas

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Sem turbina e trem de pouso, que foram retirados, o avião é sustentado por 12 estacas de aço às margens da pista, onde cerca de 200 mil pessoas passam por dia

JÉSSICA MARSCHNER/METROPOLES @jmarschnerfotografia

A família Tinen fez contrato de cinco de anos aluguel com João Batista, mas o fiador acabou não avançando no negócio por problemas pessoais e o acordo da sociedade acabou se expirando em março de 2019.

“A gente não contava que o negócio não ia dar certo, mas todo empreendimento tem esse risco”, explicou Leonardo.

Após episódios de vandalismo e pichação no avião, os donos cercaram e monitoram o local 24h com câmeras de segurança e tem vigilantes no local. Apesar disso, um grupo invadiu a aeronave há duas semanas. Apesar dos episódios, os proprietários nunca registraram boletim de ocorrência.

Pai e filho se divertem e dão risadas com as teorias da conspiração que são compartilhadas nas redes sociais. “Muita gente fala que o avião é mal assombrado, que caiu do céu e ficou ali, a gente dá risada”, revelam os donos.

Novas parcerias

Após a ideia do restaurante não ter levantado voo, os comerciantes estão cautelosos com futuros sócios, mas não descartaram a ideia de novas parcerias de investimento para iniciar um novo negócio, assim como a firmada para o projeto de revitalização.

“Nós ainda temos a ideia de tomar o local mais comercial, mas ainda não temos nada fechado. Às vezes aparecem muitos aventureiros querendo fazer negócio, então só vamos fechar algo se tivermos certos de que pode dar certo. Esse projeto é épico e único, então não temos mais margem para errar “, explicou Leonardo Tinen.

Independentemente de um novo negócio ser instalado ou não no futuro, os donos afirmam que o avião será repaginado e deve ganhar uma nova cara após longos 11 anos.



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Depredado no centro de SP, mural de Di Cavalcanti pode ser restaurado


A céu aberto, uma das obras mais marcantes da arte brasileira faz parte da história do centro de São Paulo. Trata-se do mural Os Operários, feito pelo pintor modernista Di Cavalcanti. Formado por pastilhas de vidro, ele está localizado no Edifício Triângulo, projetado por Oscar Niemeyer no centro de São Paulo na década de 1950.

Muito além da ação do tempo, o painel sofre com depredações humanas. Segundo Everaldo Santos, zelador do prédio há quase 30 anos, o mosaico já foi pichado mais de 10 vezes.

6 imagensAssinatura de Di CavalcantiMural Os OperáriosFeito com pastilhas de vidroO prédio fica no centro histórico de São PauloEveraldo Santos, zelador do prédioFechar modal.1 de 6

Pichação no mural Os Operários

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Assinatura de Di Cavalcanti

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Mural Os Operários

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Feito com pastilhas de vidro

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O prédio fica no centro histórico de São Paulo

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Everaldo Santos, zelador do prédio

Rodrigo Freitas/Metrópoles

Projeto de restauro

Formada em arquitetura em Lisboa (Portugal) e com mestrado em restauro de mosaicos pela Universidade de São Paulo (USP), Isabel Ruas é autora de livro sobre a temática de mosaicos na arquitetura paulista. A especialista explica a relevância da obra de Di Cavalcanti.

“A obra pertence a um período em que os arquitetos e artistas do modernismo se interessaram pela integração das artes, pela relação da arte com a arquitetura, e também pela relação do edifício com a cidade. Uma boa parte dessa relação do edifício com a cidade, a conversa do edifício com a cidade, era a obra de arte que ficava à frente do edifício e chamava a atenção, e também oferecia à rua algo”, explica a pesquisadora.

No caso específico da obra, Di Cavalcanti demonstra a realidade de trabalhadores. “O mosaico retrata uma preocupação dele, que era com os operários. O edifício é parte da nossa história”, define a fundadora da Oficina de Mosaicos.

Em busca da conservação e valorização do mural Os Operários, Isabel Ruas inscreveu, em julho, um projeto no Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais (Promac). A estimativa de arrecadação é de R$ 300 mil.

Se a proposta for aprovada, pessoas físicas e jurídicas poderão se cadastrar como incentivadoras no site Porta de Entrada, da prefeitura. Com isso, cada doador destina ao restauro até 20% de contribuições municipais, como Imposto Sobre Serviços (ISS) e Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU).

De acordo com a especialista, o restauro deve ser complementado por ações de conscientização da população, principalmente quem passa pela região, sobre a importância da arte.

“Não é só o restauro do mosaico, mas também retirar a porta de ferro e puxadinhos elétricos, trocar a iluminação e o corrimão, que não é mais original, ou seja, recuperar a arquitetura original. Mas também há um projeto de iluminar a região, porque muito do que observamos é que fica escuro à noite, fica mais escuro aqui do que do outro lado da rua”, detalha Ruas.

Do total de depredações, quatro ocorreram durante a Virada Cultural. Na edição de maio deste ano, o painel foi alvo da pichação mais recente. Mesmo depois de limpezas específicas, a tinta deixa resíduos no rejunte.

“Teve uma primeira que era um movimento que se chama SP na Rua. Essa foi uma das maiores pichações, que quando eu vi, à noite, chorei muito. (…) Me sinto impotente”, lamenta o zelador “Para mim, trabalhar num prédio projetado por Niemeyer, tendo um painel do Di Cavalcanti, é um orgulho muito grande, mas tenho uma tristeza, ao mesmo tempo, porque ele está nesse estado.”

Mural Os Operário, de Di Cavalcanti, no Edifício Triângulo - MetrópolesSíndico, subsíndica, restauradora e zelador

 

Vale destacar que Os Operários é tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) desde 2004. Por isso, o entendimento da administração do Edifício Triângulo é de que a prefeitura deveria atuar na preservação da obra.

Para o síndico, Davi Pillon, que tem um escritório de advocacia no edifício, a gestão municipal deveria atuar na reparação da obra. “Entendo que é um edifício particular, mas esse painel específico que foi danificado está na parte de fora e exposto à via pública. Também há a função social junto à cultura não só da cidade de São Paulo, não só do centro de São Paulo, mas do Brasil, porque o Di Cavalcanti é uma pessoa renomada no ramo artístico”, avalia.

A subsíndica, Elaine Massaro, tem uma empresa familiar que está no prédio desde 1955. “Tem uma memória afetiva também, uma história, um legado. Vai muito além de um restauro. Vai para a cultura, vai voltar para o público, vai voltar para a cidade. Então, não é simplesmente um restauro particular.”

Contudo, a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) alega que a responsabilidade é de propriedade privada. “Cabe ao proprietário a conservação e a preservação, incluindo os elementos artísticos integrados. No entanto, qualquer intervenção na fachada precisa ser avaliada previamente e aprovada pelo Departamento de Patrimônio Histórico (DHP)”, disse a pasta, em nota ao Metrópoles.

Obras de Di Cavalcanti

No ano passado, Isabel Ruas foi responsável pelo restauro de outro painel de Di Cavalcanti: no Teatro Cultura Artística, que reabriu depois de mais de 15 anos fechado. Também no centro da capital paulista, é possível ver mais uma obra do artista no Hotel Nacional Inn Jaraguá.





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No Maracanã, Fluminense bate Grêmio e volta a vencer no Brasileirão


No Maracanã, o Fluminense venceu o Grêmio por 1 x 0 para fechar os jogos da 18ª rodada do Brasileirão neste sábado (2/8). Com gol de Everaldo, a equipe de Renato Gaúcho voltou a conquistar uma vitória no campeonato após quatro derrotas consecutivas no retorno do calendário do campeonato.

Com o resultado, o Tricolor de Laranjeiras subiu para a 8ª colocação da tabela e soma 23 pontos. Já a equipe gaúcha está na 14ª posição, com 20 pontos.

O jogo

Em duelo movimentado, Fluminense e Grêmio tiveram boas oportunidades de abrir o placar durante o primeiro tempo. Apesar das chances, apenas o Tricolor de Laranjeiras chegou ao gol, com Everaldo, no rebote.

Assista ao gol de Everaldo:

No segundo tempo, a partida seguiu elétrica, com os dois times apostante na ofensividade. Já na reta final, aos 27 minutos, a arbitragem assinalou pênalti para o Fluminense, após lance temerário de Dodi em Canobbio.

No entanto, o autor do único gol da partida, Everaldo, errou a cobrança de pênalti que poderia amplicar a vantagem para o Tricolor. Após a chance perdida do Flu, o Grêmio se lançou ao ataque, tentou igualar o marcador, mas não chegou a furar a meta de Fábio e saiu com a derrota por 1 x 0.





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