A deputada norte-americana María Elvira Salazar, do partido Republicano, utilizou o próprio perfil na rede social X para criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após ele determinar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ela acusa o ministro de abuso de poder.
“Injustiça! Alexandre de Moraes mais uma vez abusou de seu poder ao colocar o ex-presidente Bolsonaro em prisão domiciliar sem uma única condenação ou devido processo legal. Isso não é justiça. Isso é perseguição”, frisou ela.
Veja abaixo:

Ainda no decorrer da mensagem, Salazar afirma que o Brasil corre o risco de se tornar um regime autocrático por, supostamente, silenciar políticos. “O Brasil está perigosamente perto de se tornar uma ditadura, onde oponentes políticos são silenciados, não julgados. Precisamos levantar nossas vozes antes que seja tarde demais”, diz trecho da publicação.
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) respondeu a publicação da congressista. O parlamentar, que está nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano, disse que não houve crime por parte do pai dele. “Nenhum crime, nenhuma prova, apenas por ter apoiado protestos contra Moraes”, escreveu.
No dia 9 de julho deste ano, Salazar já havia utilizado a rede social para atacar Moraes. Ela afirmou que o ministro do STF estaria atuando politicamente contra Bolsonaro, o que ela classificou como “uma vergonha”.
3 imagens
Fechar modal.

María Elvira Salazar e Eduardo Bolsonaro

Trump e Jair Bolsonaro
Chris Kleponis-Pool/Getty Images
Igo Estrela / Metrópoles
Salazar é coautora do projeto de lei “No Censors on Our Shores Act”, apresentado no Congresso dos Estados Unidos em fevereiro de 2025. A proposta prevê sanções contra autoridades estrangeiras que, segundo o texto, atuem para suprimir a liberdade de expressão em seus países.
A parlamentar norte-americana é uma das principais aliadas de Eduardo Bolsonaro no Congresso dos EUA. Ao lado de outros republicanos, tem criticado decisões do STF brasileiro e buscado internacionalizar a pauta.
Três homens foram presos neste fim de semana após terem provocado incêndio de grandes proporções em área de vegetação nativa e ainda furtarem ferragens de uma propriedade rural na região da ponte do Rio Dourado, entre os municípios de Dourados e Laguna Carapã.
A operação foi rizada após denúncia recebida pela Polícia Militar Ambiental (2º BPMA) de Dourados, relatando que indivíduos estariam retornando ao local do crime para concluir o furto de materiais metálicos. Segundo a denúncia, os indivíduos haviam utilizado um maçarico para cortar suportes metálicos de tubos de vinhaça, provocando, durante o ato, um incêndio que se espalhou por lavouras de cana e áreas de vegetação nativa, atingindo inclusive uma Área de Preservação Permanente (APP).
Durante o patrulhamento pela rodovia MS-379, a equipe da PMA localizou e abordou um caminhão guincho que trafegava em direção a Dourados. No veículo foram encontradas barras de ferro/aço de grande porte e peso. Um dos envolvidos alegou que havia sido contratado para fazer o transporte das ferragens desde o dia anterior, mas que o incêndio teria atrasado o serviço.
Já os outros dois homens admitiram que utilizaram um maçarico para cortar os suportes da propriedade com a intenção de vendê-los posteriormente. Diante da constatação, os três foram presos em flagrante e encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) de Dourados, onde foram autuados por furto qualificado com rompimento de obstáculo e provocar incêndio em mata ou floresta, conforme previsto na legislação penal e ambiental brasileira.
O caminhão e as ferragens foram apreendidos. A Polícia Militar Ambiental informou ainda que realizará a análise técnica dos danos causados pelo incêndio e, com base nos impactos apurados, aplicará as devidas autuações administrativas e multas ambientais posteriormente.


Ferragem roubada era transportada em caminhão guincho.
O governo de Donald Trump mandou um recado ao STF após o ministro Alexandre de Moraes decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em nota, o Bureau para Assuntos do Hemisfério Ocidental afirmou que os Estados Unidos “condenam” a ordem de Moraes e “responsabilizarão todos aqueles que colaborarem ou facilitarem condutas sancionadas”.
3 imagens
Fechar modal.

Donald Trump
Win McNamee/Getty Images
Fachada e arcos do STF
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakifoto
Alexandre de Moraes
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakifoto
Na prática, Trump antecipa que ministros do Supremo que votarem por validar a prisão de Bolsonaro serão punidos na mesma linha de Moraes, que foi alvo da Lei Magnitsky.
Após a decretação da prisão domiciliar, a expectativa é que o plenátio da Primeira Turma do STF vote, nesta terça-feira (5/8), para manter ou derrubar a determinação.
Além de Alexandre de Moraes, integram a Primeira Truma do STF os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Luiz Fux.
À exceção de Fux, os outros 4 magistrados demonstram alinhamento nas decisões que envolvem o julgamento de Bolsonaro.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Moraes justificou que descumpriu as medidas cautelares impostas a ele, por ter veiculado conteúdo nas redes sociais dos filhos. Na decisão, Moraes afirma que Bolsonaro utilizou redes sociais de aliados – incluindo seus três filhos parlamentares – para divulgar mensagens com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”.
“Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Messias Bolsonaro”, escreveu Moraes. Para o ministro, a atuação do ex-presidente, mesmo sem o uso direto de seus perfis, burlou de forma deliberada a restrição imposta anteriormente.
Com isso, Moraes determinou que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar em seu endereço residencial. A decisão inclui:
• uso de tornozeleira eletrônica;
• proibição de visitas, salvo por familiares próximos e advogados;
• recolhimento de todos os celulares disponíveis no local.
O despacho ressalta que as condutas de Bolsonaro demonstram “a necessidade e adequação de medidas mais gravosas de modo a evitar a contínua reiteração delitiva do réu”. Segundo Moraes, as medidas cautelares em vigor foram desrespeitadas “mesmo com a imposição anterior de restrições menos severas”, como a proibição de uso das redes sociais e de contato com outros investigados.
Além disso, o ministro destaca que o ex-presidente produziu material destinado à publicação por terceiros, driblando a censura direta aos seus canais e mantendo “influência ativa” no debate político digital. A decisão foi proferida no âmbito da investigação que apura a articulação de uma tentativa de golpe após o resultado das eleições de 2022. Bolsonaro já é réu nesse inquérito e também em outras ações penais que tramitam no STF.
O Brasil deu início à produção nacional de canetas injetáveis à base de liraglutida, substância usada no tratamento do diabetes tipo 2 e também aprovada para controle de peso. A fabricação local promete aumentar a oferta e reduzir o custo do medicamento, atualmente comercializado sob nomes como Saxenda e Victoza.
Apesar do avanço na disponibilidade, o uso da liraglutida exige acompanhamento médico e mudanças na rotina alimentar. Isso porque a substância atua simulando o hormônio GLP-1, que retarda o esvaziamento do estômago e promove saciedade — o que naturalmente reduz a ingestão calórica.
A redução do apetite pode levar muitos pacientes a comerem menos, mas de forma desequilibrada. Quando não há um planejamento alimentar adequado, há risco de deficiência de nutrientes, perda de massa muscular e até distúrbios digestivos.
Entre os efeitos colaterais mais comuns da liraglutida estão náuseas, refluxo, constipação e sensação de estômago cheio — sintomas que podem ser agravados por refeições pesadas ou pouco nutritivas.
Alimentação: o que priorizar durante o uso da liraglutida
A liraglutida já é usada no Brasil há mais de uma década, porém, seu uso para emagrecimento ganhou popularidade nos últimos anos. Ainda assim, a medicação não é um atalho para perda de peso rápida, e deve ser acompanhada de reeducação alimentar, prática de atividades físicas e acompanhamento profissional.
Não é só aplicar a caneta e esperar o milagre acontecer. Sem uma reeducação alimentar e acompanhamento multiprofissional, o risco de efeito rebote tem grandes chances de acontecer.
Produzir no Brasil é um avanço importante, no entanto, o uso consciente continua sendo o principal pilar para que os resultados sejam saudáveis e sustentáveis.
(*) Juliana Andrade é nutricionista formada pela UnB e pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional. Escreve sobre alimentação, saúde e estilo de vida
Pelas salas de aula do recém-reformado prédio do Centro Estadual de Educação Profissional Profª Evanilde Costa da Silva, em Dourados, alunos concentrados. Mesmo em uma noite fria no inverno douradense e após um longo dia de trabalho, lá estão eles – em sua maioria, mulheres, adultas, investindo tempo e energia em busca de novas oportunidades.
Ivonete Brito Lopes é uma delas: com uma longa jornada de trabalho dentro de fora de casa, ela é aluna do curso de Assistente de RH, oferecido pelo programa Pronatec Mulheres Mil. E um detalhe chama a atenção: a dona de casa estuda ao lado da filha, Brenda, de 17 anos, aluna do mesmo curso.
“Sempre corri atrás de estudar e aprender, porque acredito que os pais são espelho para os filhos. Já tinha feito outros cursos aqui, mas com ela é a primeira vez. Estou muito feliz e animada”, contou.
No início, somente a filha conseguiu uma vaga. Como a família mora longe, Ivonete levava Brenda para o curso e aguardava do lado de fora da sala de aula, enquanto fazia crochê. Uma semana depois, surgiu uma vaga e ela finalmente foi matriculada.
“Minha vida nunca foi fácil, mas sempre fiz a minha parte. Gosto de estudar, aprender coisas novas, e estimulo meus filhos a fazerem ao mesmo. Não quero que minha filha dependa de homem: quero que estude e conquiste as coisas por mérito próprio”, afirma, orgulhosa.


O ânimo de Ivonete em estudar e ingressar em uma nova profissão não é algo raro no CEEP em Dourados, localizado em um prédio amplo bem em frente ao Parque Rego D’água, no jardim Água Boa. A localização é estratégica, no bairro mais populoso da segunda maior cidade do interior do Estado.
Além de Dourados, a unidade atende ainda aos polos de Glória de Dourados, Jateí e Ponta Porã. Os cursos de qualificação profissional ou educação profissional técnica nível médio são oferecidos em várias áreas como recepcionista, assistente de recursos humanos, inglês, espanhol, cuidador de idosos, gestão de dados, copeiro e alimentação escolar. Tudo sem custo, oferecido pela Secretaria de Estado de Educação.
A oportunidade não é privilégio de Dourados e região: a educação profissional está presente em 100% dos municípios de Mato Grosso do Sul, seja pelas unidades do CEEP – que também funcionam em municípios como Campo Grande, Chapadão do Sul e Naviraí, ou ainda por meio das unidades da Rede Estadual de Ensino.
Em 2025, são 41 mil estudantes matriculados em cursos da educação profissional no Estado. Essa ampliação recorde foi possível graças ao investimento de mais de R$ 100 milhões. Além disso, a Secretaria de Estado de Educação caminha para atingir a meta de 50% dos estudantes de Ensino Médio cursando os itinerários da Educação Profissional – hoje são cerca de 45%. O objetivo estava previsto para 2027, mas deverá ser alcançado ainda em 2025.
Autoestima e inclusão social






Para a diretora do CEEP em Dourados, Alini Lima Nolasco, a oportunidade vai muito além da qualificação e formação de mão-de-obra. É uma questão social. “Nosso público vai desde os 14 até os 50 ou 60 anos, e para muitos esta é oportunidade de socializar novamente. Essa vivência social renova a autoestima e promove uma troca com os mais jovens, já que nossas turmas são bem mistas, com alunos das mais diversas idades”, avalia.
O centro em Dourados foi fundado em 2017 e de lá para cá, já formou mais de 2 mil profissionais. Trabalho que é feito com empenho, dedicação e muito orgulho.
“Temos muito cuidado ao selecionar os professores, para que sejam realmente especialistas em cada área. Hoje em nosso município existem muitas vagas de emprego, e muitas delas não são preenchidas pela falta da qualificação profissional. Nosso trabalho é preparar estes profissionais para que estejam aptos para o que o mercado de trabalho precisa”, acrescenta.
A Cleozimira Bebete é aluna do curso de cuidador de idosos – profissão que descobriu durante a pandemia. É uma das mais ativas do curso, e não perde nenhuma aula. “Estou aprendendo muito mais e trocando experiências com os colegas. Todos nós temos muito a aprender e estou muito feliz em ter essa oportunidade”, afirmou, otimista.
A Crislaine Lescano também soube dos cursos profissionalizantes por terceiros, e tratou logo de se matricular. “Achei muito interessante e como estudante de psicanálise, achei que aprender mais sobre cuidado de idosos me ajudaria nessa nova profissão. Já estou inclusive interessada em outros cursos”, garantiu, ao elogiar a estrutura do centro educacional. “O ensino aqui é muito bom, os professores são muito capacitados então está sendo uma ótima experiência”, completou.








Como se matricular
Os cursos oferecidos pelo CEEP vão desde qualificação, com curta duração – a partir de 160 horas – e cursos técnicos de 900 até 1.200 horas. As pré-matrículas abrem ao longo do ano, para as mais diversas áreas. No caso de Dourados, para acompanhar as oportunidades é preciso ficar de olho nas redes sociais, onde estas vagas são divulgadas.
No Instagram, é só seguir a página @ceepdourados. As matrículas são feitas pelo portal da matrícula digital. Outras informações também podem ser obtidas pelo WhatsApp (67) 99610-5305.











