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Polícia Militar Ambiental estoura rinha de galo e prende proprietário em Terenos


A Polícia Militar Ambiental estourou neste domingo uma rinha de galo que funcionava no Residencial Antônio Honostório de Rezende, em Terenos. O dono da rinha onde haviam 80 galos, foi preso em flagrante e quatro envolvidos detidos. Além de animais, muitos deles doentes ou mutilados, o grupo estava de posse de muito dinheiro destinado ou oriundo de apostas.

A ação da Polícia Militar Ambiental foi desencadeada a partir de investigação apurando denúncia anônima apontando a rinha, situação confirmada com a ação. No momento do flagrante várias pessoas participavam ou acompanhavam a rinha nos fundos do imóvel onde ainda consumiam bebidas alcoólica em volta de “ringues” onde galos lutavam em meio a apostas em dinheiro por parte das pessoas.

Na ação foi identificado e preso o proprietário da rinha e organizador do evento, Elias Alencar de Menezes. Foram constatados três ringues, onde as apostas eram pré-acordadas e anotadas em um caderno sendo controladas por Elias. Além disso, foram localizados no interior da residência diversos materiais e instrumentos para a prática do crime ambiental, e ainda, esporas de metal e plástico, materiais cirúrgicos veterinários como tesoura, pinça, seringas, serras para cortar as esporas dos animais e medicamentos, todos associados para a prática de rinha.

Proprietário ameaçou

Durante o trabalho dos policiais o proprietário, Elias Alencar, ameaçou os policiais, indagando ser parente de Policial Militar quando questionou de forma ameaçadora “sabe de quem eu sou primo? Vocês sabem com quem estão mexendo? Sou Primo de policial da Florestal!”. Ainda na residência de Alencar, foi encontrada no quarto, uma espingarda cartucheira calibre 36, cartuchos intactos, espoletas e pólvora.

Além de confessar a propriedade da rinha, Elias confessou a propriedade da arma e assessórios além dos materiais utilizados para rinha de galo, bem como ser proprietário de 80 galos para lutas. Ele acabou preso pela posse de arma, ameaça à equipe policial e crime ambiental de maus-tratos.

Nas entrevistas dos abordados, foram identificados mais quatro autores do crime ambiental, sendo tutores dos animais usados para rinha e em posse de quantias em espécie para pagar as apostas. Um dos participantes da rinha era proprietário de um galo e estava de posse de R$ 870 em dinheiro. Outro, era proprietário também de um galo e estava com R$ 855,00, o terceiro também proprietário de um galo tinha R$ 600 e o proprietário de três galos de rinha estava com R$ 1.306.

Elias, organizador do evento e proprietário de 80 galos de rinha estava de posse de R$ 3.024 em dinheiro. A operação constatou que todos os animais se encontravam em situações de maus-tratos. Um dos galos estava morto e foi escondido durante a fiscalização, de modo a dificultar a vistoria “in loco” para que não fosse encontrado.

Os que não estavam em luta na rinha, estavam acondicionados atrás do galpão em gaiolas de madeira inapropriadas e de dimensões inadequadas, sem acesso a água e alimentação adequada, conforme lei que trata de crimes ambientais. Alguns animais estavam machucados e com as penas arrancadas devido a rinha. Preso, o grupo passou por exame der corpo de delito e foi encaminhado para a Polícia Civil em Terenos, sendo lavrado multas no total de R$ 58 mil.



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Fabricação de alimentos para animais não é coisa para amadores








Fabricação de alimentos para animais não é coisa para amadores


























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Morre rapaz atingido com tiro no peito em Dourados


Fabrício Rondinei Rafael de Jesus, de 21 anos, morador do bairro de Vila Estrela Hory, morreu no Hospital da Vida, em Dourados, após ser baleado na Rua Ponta Porã, na Vila Mary. O crime ocorreu neste domingo (3) e segundo informações, ele estava em uma moto quando foi atingido por disparos na altura do peito.

Equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do Corpo de Bombeiros prestaram os primeiros socorros e encaminharam a vítima em estado gravíssimo ao hospital. Fabrício não resistiu aos ferimentos e faleceu.

A polícia investiga o caso e apura os motivos do crime. Uma das linhas de investigação sugere que o atentado pode estar relacionado a um relacionamento amoroso, mas a polícia ainda está investigando todas as possibilidades.



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Boi gordo volta a superar R$ 305/@ e viés de alta aquece praças importantes; veja quais — CompreRural








Boi gordo volta a superar R$ 305/@ e viés de alta aquece praças importantes; veja quais — CompreRural



























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Funsat oferece 2.288 vagas de emprego nesta segunda-feira (4); maioria não exige experiência – CGNotícias


A semana começa com 2.288 vagas de emprego intermediadas pela Funsat (Fundação Social do Trabalho), nesta segunda-feira (4), em Campo Grande. Das oportunidades ofertadas, 1.468 são voltadas para candidatos sem experiência anterior, com a possibilidade de treinamento no novo cargo — o chamado “perfil aberto”.

Ao todo, 138 diferentes ocupações estão com processo de seleção aberto. Entre elas, há destaque para funções como auxiliar de operação (100 vagas), operador de caixa (260), auxiliar nos serviços de alimentação (58), atendente de padaria (14), ajudante de eletricista (4), consultor de vendas (18) e líder de produção no acabamento de chapas e metais (1).

As vagas são oferecidas por 215 empresas parceiras da Funsat. No quadro geral, há procura por açougueiros (46), analistas de Recursos Humanos (2), auxiliares de contabilidade (1), cozinha (34), limpeza (190) e logística (115), além de funções com exigência de experiência, como desossador (100), magarefe (100), motorista entregador (16) e pedreiro (7).

Pessoas com deficiência (PCD) também têm acesso a oportunidades específicas, com dez vagas disponíveis nesta segunda: auxiliar de linha de produção (5), empacotador à mão (2), auxiliar de limpeza (1), atendente de lojas (1) e agente de saneamento (1).

Os interessados devem procurar a sede da Funsat, localizada na Rua 14 de Julho, 992 – Vila Glória, no Guichê 1 do piso térreo. Mais informações estão disponíveis pelo telefone (67) 4042-0585, ramal 5800, ou pelo Instagram oficial da instituição: @funsat.cg. A relação completa de vagas pode ser consultada também no portal da Prefeitura de Campo Grande.
https://www.campogrande.ms.gov.br/funsat/sec-artigos/vagas-ofertadas/





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economia

Bolsonaro segue vivo e não tem porque escolher seu herdeiro tão cedo


Diga aí: que nome da direita, hoje, mesmo ausente e algemado em casa a uma tornozeleira eletrônica, seria capaz de reunir na Avenida Paulista 37,6 mil pessoas a pedir que a justiça o absolva e permita sua candidatura a presidente nas próximas eleições?

Tarcísio de Freitas, que faltou à manifestação para submeter-se a um procedimento médico sem nenhuma urgência, ao invés de remarcá-lo para ir reverenciar quem o elegeu governador de São Paulo? Tarcísio pode ser um bom administrador, mas político, não.

Romeu Zema, governador de Minas Gerais, reuniria uma multidão parecida diante do Palácio da Liberdade ou em qualquer outro ponto de Belo Horizonte? E Ronaldo Caiado, governador de Goiás? E Ratinho Junior, governador do Paraná? Esse, talvez reunisse.

O público que compareceu ontem à Avenida Paulista foi três vezes maior que o último a bater ponto no mesmo lugar em 29 de junho passado. Verdade que foi menor que o de 7 de abril (44,9 mil). E muito menor que o de 25 de fevereiro de 2024 (185 mil).

Também pudera. Somente em novembro de 2024, a Polícia Federal indiciou Bolsonaro e outras 34 pessoas por tentativa de golpe de Estado e organização criminosa. E somente em fevereiro deste ano, a Procuradoria-Geral-da República as denunciou.

A denúncia foi aceita pelo Supremo Tribunal Federal e vai completar apenas três meses depois de amanhã. O processo corre rápido, mas dentro dos prazos legais.  Há provas de sobra para condenar Bolsonaro. Só seus seguidores se recusam a ver.

Há os que veem e não ligam. E os que foram a favor do golpe e continuam sendo. São esses, principalmente esses, e os ferrenhos antipetistas que seguem dispostos a encher as ruas a cada chamado de Bolsonaro ou dos seus porta-vozes. Muita gente,.

Outra pergunta decorrente da primeira: por que Bolsonaro, mesmo que condenado, deveria apressar-se a apoiar outro nome à sucessão de a Lula? Não que a anistia acalentada por ele seja possível. Se aprovada pelo Congresso, o Supremo a derrubaria.

Ocorre que se Bolsonaro escolher cedo o herdeiro dos seus votos, nascerá grama à porta do seu local de prisão e ele perderá relevância. O contrário pode ser verdade: quanto mais demorar a ungir o novo líder da direita, mais Bolsonaro aumentará seu cacife.

A eleição presidencial de 2026 se dará à sombra de Bolsonaro, goste-se disso ou não. A direita civilizada, que em 2018 votou nele, não gosta. Lula, pelo menos até aqui, está gostando.

 

Colunas do Blog do Noblat



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economia

Ações bancadas com emendas gastam quase R$ 100 mil com fotografia


As entidades que realizam ações sociais com dinheiro de emendas dos vereadores de São Paulo concentram parte importante dos gastos contratando serviço de fotografia profissional, que beira a casa dos R$ 100 mil.

As parcerias para ações sociais e eventos esportivos representam mais de R$ 200 milhões (78%) dos R$ 256 milhões liberados para emendas dos vereadores paulistanos.

A reportagem analisou centenas de páginas de prestações de contas de entidades do terceiro setor e encontrou diversos custos inflacionados promovidos por organizações agraciadas com recursos de emendas parlamentares para a realização de projetos e eventos sociais na capital paulista.

Entre os pontos que alavancam as despesas, estão gastos com fotografias, em que as entidades pagam profissionais no modelo de diárias mesmo quando o serviço se estende por meses. Ainda assim, em alguns casos, o resultado não lembra a qualidade da fotografia profissional.

Um dos gastos mais altos com fotografia localizado pelo Metrópoles foi em evento do ano passado na Vila Prudente, zona leste de São Paulo, denominado Skate Para Todos.

O evento foi bancado com emenda de R$ 600 mil da vereadora Edir Sales (PSD) e realizado pela Federação Estadual das Ligas de Esportes Amadores do Estado de São Paulo (Felfa-SP). Ao todo, foram gastos R$ 97 mil com fotografia, quase 20% do valor total da emenda.

O evento incluiu o gasto de R$ 81,9 mil com 126 diárias de R$ 650 de uma fotógrafa, mais R$ 15 mil para edição do material. A mesma fotógrafa, contratada por meio da empresa Gabii Eventos, ainda prestou serviços em outras funções para a entidade. Ela foi a coordenadora técnica da ação relacionada a videogames, com renda de R$ 13,2 mil, e ainda foi monitora da ação para skatistas em Heliópolis, na zona sul.

Em nota, a assessoria de Edir Sales afirmou que as emendas são indicadas pelos vereadores às instituições que os procuram para execução de seu Plano de Trabalho. “Cabe a elas administrarem e executarem os recursos do projeto, desde que estejam dentro da lei e de acordo com as normas da Prefeitura”, disse.

“Eternizado na história”

A prestação de contas traz a justificativa de que “a presença de um bom fotógrafo é fundamental para garantir boas imagens e fazer com que projeto fique eternizado nas histórias da entidade e da Seme [Secretaria de Esportes]”, diz. “Na tentativa de cortar custos apostam na facilidade que as pessoas têm em registro com seu próprio celular, porém a fotografia de um profissional trabalha com técnicas e equipamentos capazes de trazer um resultado superior e transmitir fielmente toda a importância do projeto social”, completa o texto.

Essa mesma justificativa aparece na prestação de contas de outra entidade, a Liga Master de Futebol Amador. Bancada com uma emenda do vereador Gilson Barreto (MDB), no valor de R$ 320 mil, a ação promove a prática de futebol entre jovens.

A entidade parece bastante preocupada com as imagens das aulas, uma vez que gasta 92 diárias (de R$ 550 cada) de um fotógrafo, totalizando mais de R$ 50 mil, além de R$ 17,5 mil para edição das imagens e R$ 15,7 mil para produção de conteúdo.

Embora frise o resultado trazido pelo profissionalismo, a seleção de fotos na prestação de contas traz imagens estouradas e fora de foco, e a rede social da entidade no Instagram tem como última publicação uma imagem de fevereiro de 2024 – o projeto foi de maio a novembro.

O que dizem as entidades

De acordo com a Felfa-SP, a cobertura fotográfica dos projetos é prevista no plano de trabalho aprovado, com a função de documentar tecnicamente as atividades para prestação de contas, conforme exigido por editais públicos. Segundo a entidade, o valor contratado inclui diárias com deslocamento, uso de equipamentos profissionais, cobertura em dois turnos, edição de imagens, entrega de banco de fotos organizado por atividade e relatórios visuais. Elas afirmam que os custos estão dentro da faixa praticada no mercado para esse tipo de serviço especializado, diz a entidade.

A reportagem mandou e-mail para a Liga Master de Futebol Amador, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.



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China habilita 183 empresas brasileiras a exportar café para o país — CompreRural


As importações líquidas de café no país cresceram 13,08 mil toneladas entre 2020 e 2024. E o potencial de crescimento é medido pelo fato de que o consumo per capita é de 16 xícaras/ano, muito abaixo da média global de 240; 183 empresas brasileiras podem a exportar café para China

A China habilita 183 empresas brasileiras a exportar café para o país. O anúncio foi feito pela Embaixada da China no Brasil nas redes sociais. Segundo a publicação, a medida tem validade de cinco anos e entrou em vigor a partir de 30 de julho, mesmo dia em que os Estados Unidos assinaram a ordem que oficializou o tarifaço contra o Brasil.

Durante a semana, uma postagem já trazia números do produto no mercado chinês. As importações líquidas de café no país cresceram 13,08 mil toneladas entre 2020 e 2024. E o potencial de crescimento é medido pelo fato de que o consumo per capita é de 16 xícaras/ano, muito abaixo da média global de 240. “O café vem conquistando espaço no dia a dia dos chineses”, comemora a publicação.

O Ministério da Agricultura e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) ainda não se manifestaram sobre o assunto.

O anúncio ocorre em um momento de incertezas para os exportadores do produto. O governo de Donald Trump anunciou que, a partir de 6 de agosto, a exportação do café brasileiro para os Estados Unidos passará a ser taxada em 50%.

Os Estados Unidos são o principal destino das exportações do produto. Em 2024, eles importaram cerca de 23% de café brasileiro, especialmente da variedade arábica, insumo essencial para a indústria local de torrefação.

Nos seis primeiros meses de 2025, as exportações de café para os EUA totalizaram 3.316.287 sacas de 60 quilos. Enquanto o país lidera as compras do produto, a China ocupa a décima colocação nesse ranking. No mesmo período, foram exportadas 529.709 sacas de 60 quilos para o país asiático. Um número 6,2 vezes menor do que o volume vendido aos EUA. Os dados são do Cecafé.

Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), os produtores brasileiros poderão ser forçados a redirecionar parte de sua produção para outros mercados. Isso deverá exigir “agilidade logística e estratégia comercial para mitigar os prejuízos à cadeia produtiva nacional”.

Tarifaço

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou, na quarta-feira (30), a proposta de taxação de produtos brasileiros comercializados com os EUA. Mas a Ordem Executiva trouxe cerca de 700 exceções, como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis.

O café não entrou nessa lista de exceções. Com isso, logo após o anúncio de Trump, o Cecafé disse que vai seguir em tratativas para que o café seja incluído na lista de produtos brasileiros que vão ficar de fora da taxação.

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economia

Farra das emendas: vereadores irrigam eventos inflacionados em SP


As emendas parlamentares dos vereadores da capital paulista sustentam uma indústria milionária de eventos com gastos inflacionados promovidos por entidades do terceiro setor e concentração de fornecedores.

Os vereadores paulistanos gastaram R$ 200 milhões (78%) dos R$ 256 milhões liberados no ano passado em atividades do tipo, que se encaixam nas categorias de eventos esportivos, culturais e parcerias com projetos sociais.

Em contrapartida, as obras em seus redutos eleitorais representam hoje apenas 11% do total das emendas — cerca de R$ 30 milhões. Já as emendas destinadas à área da saúde representaram 7% do total no período.


Gastos inflacionados com jogos

  • O Metrópoles analisou centenas de páginas de prestações de contas de entidades do terceiro setor que realizam projetos que vão de aulas de videogame a lutas marciais.
  • A reportagem encontrou uma série de escolhas das entidades que inflam os custos dos eventos, como alugar itens por valores muito superiores aos preços de compra dos bens no mercado e alto percentual de gastos em atividades secundárias – como, por exemplo, dezenas de diárias de fotógrafos que apresentam material de qualidade amadora.
  • Uma das beneficiadas, a Federação Estadual das Ligas de Esportes Amadores do Estado de São Paulo (Felfa-SP) recebeu mais de R$ 8,5 milhões desde 2024 da prefeitura.
  • Naquele ano, ela foi contemplada por uma emenda de R$ 300 mil do vereador Marcelo Messias (MDB), para o patrocínio de uma ação de jogos de videogame chamado Fifa Pro E Sports 6, voltada a jovens da periferia.
  • No caso dela, um ponto que chama a atenção são valores gastos com locações de equipamentos. A prestação de contas da ONG mostra que foram gastos R$ 63 mil relativos a 32 diárias de 10 Playstations 4.
  • A diária de cada equipamento sai por R$ 199 –a reportagem localizou em uma plataforma na internet opção na faixa dos R$ 350 por mês.

Embora o aluguel seja uma opção comum em parcerias, a aquisição de bens, em vez da locação, é permitida desde que seja mais barata e siga critérios técnicos. Se a entidade optasse por comprar os equipamentos novos, com cada aparelho na faixa dos R$ 3 mil, seria possível adquirir 21 videogames, que poderiam ser reutilizados em outras edições deste mesmo programa.

Os gastos também incluem R$ 70 mil para um gerador, que tem entre suas funções garantir que equipamentos não queimem, embora o valor deles seja muito menor do que o da locação da fonte extra de energia. Entre os diversos profissionais contratados para a ação, estão 32 diárias de um técnico eletricista (total de R$ 12,1 mil) e também de uma fotógrafa profissional (total de R$ 17,5 mil).

Aluguel de skates e cobertura fotográfica

Na Vila Prudente, zona leste da capital, a mesma entidade realizou o programa Skate Para Todos, com verba de R$ 600 mil de emenda da vereadora Edir Sales (PSD). Novamente, os custos com aluguel de equipamentos superam os preços de aquisições dos mesmos itens.

De acordo com a prestação de contas, foram alugadas peças para a montagem de 30 skates no valor de R$ 910 cada. Para cobrir o aluguel durante todo o período do projeto, foram gastos R$ 163,8 mil, valor suficiente para comprar cerca de 320 skates, considerando um valor médio no mercado, de R$ 500 por skate profissional.

Além disso, a entidade gastou R$ 81,9 mil para a cobertura fotográfica do projeto. A mesma fotógrafa ainda atuou em outros eventos da entidade no ano passado, em diferentes funções – foi a coordenadora técnica da ação relacionada a videogames, com renda de R$ 13,2 mil, e ainda foi monitora da ação para skatistas em Heliópolis, na zona sul. A reportagem encontrou outros casos de coincidência de funcionários em mais eventos.

A Felfa-SP realizou eventos que vão de esportes radicais a lutas marciais, segundo o site da Prefeitura de São Paulo. Embora haja variedade de temas, os fornecedores da entidade se repetem. O mesmo fornecedor que aluga videogames, também oferece geradores, skates e materiais para eventos midiáticos de artes marciais.

Fornecedores

Uma das principais empresas contratadas por diversas entidades é a Dmix Eventos, que tem sede no mesmo bairro que a Felfa-SP, o Jardim Sapopemba. Para o evento de games, por exemplo, ela aluga os videogames, monitores, van e gerador, além de fazer arte visual e fornecer parte dos funcionários que atuam na ação.

Outra fornecedora é a Gabii Eventos, que no fim do ano passado — após a realização dos eventos —, foi incorporada pela Dmix. Outra prestadora de serviços habitual da Felfa-SP é a Shalom Eventos e Locações, que, de acordo com a Junta Comercial, tem o mesmo endereço que a Gabii Eventos, na mesma sala de um prédio de coworking em um prédio em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

De acordo com a ficha cadastral da Gabii Eventos, a mudança de sede para o coworking foi registrada em 28 de julho de 2023, mesma data em que a Shalom mudou para o mesmo local.

Além da coincidência de endereço, no ano passado, a entidade Instituto Calfazes Ação Social chegou a confundir a Shalom com a Dmix na hora de pagar uma conta.

A Dmix e a Shalom negam qualquer vínculo e se dizem independentes.

Função “quixoteana”

Bancada com uma emenda do vereador Gilson Barreto (MDB), no valor de R$ 320 mil, um projeto da Liga Master de Futebol Amador, que promove a prática entre jovens, usa a criatividade para justificar os gastos, centralizados na empresa Gabii Eventos.

A empresa fornece gerente, preparador físico, coordenador técnico, auxiliar administrativo, auxiliar de limpeza, fotógrafo, treinador de goleiro, treinador, auxiliar técnico, editor de fotos, além de empresa especializada em mídia e relatórios, monitor de oficina, designer gráfico e contador.

Para justificar a contratação do auxiliar técnico, por exemplo, a prestação de contas apela até para o escritor espanhol Miguel de Cervantes, dizendo se tratar de uma função “quixoteana”.

“Algo muito similar à vivência entre Sancho Pança e Don Quixote, no romance escrito por Miguel de Cervantes. Ao puxar na memória, rapidamente, a relação que melhor materializa esta estigmatização no futebol brasileiro é a convivência entre Luiz Felipe Scolari e Murtosa no Palmeiras e Seleção Brasileira e, também, a dupla Muricy Ramalho e Milton Cruz, no São Paulo”, diz o documento.

A entidade opta por contratar o fotógrafo por diárias, apesar dos 92 dias de projeto, com custo unitário de R$ 550. Assim, o gasto total com as imagens chega a R$ 50 mil, além de R$ 17,5 mil para edição das fotos e R$ 31 mil para produção de conteúdo.

Embora frise o resultado trazido pelo profissionalismo, a seleção de fotos na prestação de contas traz imagens estouradas e fora de foco. A rede social da entidade no Instagram tem como última publicação uma imagem de fevereiro de 2024 – o projeto foi de maio a novembro.

Crianças jogam futebol em projeto social
Foto anexada em prestação de contas de entidade, que gastou R$ 50 mil com fotógrafo profissional

Outro fator que infla gastos de entidades é o aluguel de tatames por ONGs especializadas em ações de artes marciais. Embora realizem sempre o mesmo tipo de evento, alugam tatames com valores diários por alguns meses, tornando esse tipo de gasto uma quantia expressiva das despesas.

Uma das entidades preferidas pelos vereadores, a Confederação Brasileira de Karatê Interestilos (CBKI) é organizadora do Lutar e Vencer, evento recorrente que recebeu emendas de diversos vereadores.

Ela paga R$ 42 por dia à Shalom Eventos por cada placa de tatame, incluindo montagem, desmontagem, substituição e transporte. O gasto por seis meses é de R$ 50 mil por 200 placas — a reportagem localizou placas com as medidas previstas por R$ 100, ou seja, com o mesmo valor seria possível comprar mais do que o dobro de unidades.

O que dizem os envolvidos

Em nota, a Felfa-SP afirmou que os serviços e valores foram analisados e aprovados pela Secretaria Municipal de Esportes, com parecer técnico favorável, e que os custos envolvidos são compatíveis “com a natureza das atividades, a estrutura exigida e os critérios técnicos estabelecidos nos editais públicos”.

Sobre a locação dos videogames, a entidade justifica que, além do uso dos equipamentos pelos jovens, os valores incluem seguro, manutenção, montagem e assistência técnica. Segundo a entidade, comprar os equipamentos poderia “imobilizar” o patrimônio “com alto índice de depreciação” e exigir “estrutura de guarda e manutenção contínua”.

Em relação ao gasto com gerador para que nenhum videogame queime, a entidade diz que o investimento se justifica para “garantir a continuidade da atividade, a segurança dos participantes e a integridade dos bens locados”. Sobre o aluguel de peças dos skates, em vez de comprar os equipamentos, a entidade afirma que a decisão decorre da “análise técnica de custo-benefício”.

Já as diárias para a cobertura fotográfica, segundo a entidade, se justifica como forma de “documentar tecnicamente as atividades para fins de comprovação”. A Felfa-SP diz que o valor contempla diárias com deslocamento, equipamento profissional, cobertura em dois turnos e edição.

A entidade ainda afirma que as empresas Gabii Eventos, Shalom Eventos, Dmix prestaram serviços distintos, conforme escopo previsto em cada projeto, e que possuem CNPJ ativo, regularidade fiscal e habilitação técnica.

A organização ainda afirma que os profissionais contratados podem atuar em mais de um projeto. Já a repetição de fornecedores, de acordo com a Felfa-SP, se deve à “eficiência operacional, histórico de prestação de serviços e compatibilidade com as exigências técnicas dos projetos”.

Também em nota, a DMix diz que adquiriu a empresa Gabii Eventos e que, portanto, esta não “coexiste mais como empresa independente” e que não houve atuação simultânea das duas empresas em um mesmo projeto após a aquisição. A Dmix também afirma que todas as suas atividades são executadas em conformidade com contratos, termos de referência e planos de trabalho aprovados por órgãos públicos competentes.

A Shalom Eventos afirmou, em nota, que é pessoa jurídica distinta e plenamente independente. Quanto ao endereço, a empresa diz que o referido local é utilizado exclusivamente para fins administrativos, em sistema de coworking, não havendo qualquer compartilhamento ou operação conjunta com as demais pessoas jurídicas mencionadas.

A CBKI defendeu o modelo de aluguel de tatames afirmando que a compra não atende a necessidade do serviço. A contratação “envolve a locação do material com garantia da integridade das peças, transporte, mão de obra para montagem, a manutenção e desmontagem, prevendo no contrato a substituição de peças que venham a ser danificadas no período de contratação do serviço”. A entidade defende os custos e diz que outro modelo encareceria o projeto.

A reportagem mandou e-mail para a Liga Master de Futebol Amador, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.

Já a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer informou que os processos da pasta respeitam a legislação vigente e que qualquer irregularidade constatada poderá acarretar sanções às organizações sociais. A pasta disse, ainda, que está elaborando uma tabela de preços detalhada para as despesas realizadas por entidades conveniadas, com objetivo de estabelecer critérios para o controle de gastos, fortalecendo a governança e a fiscalização dos recursos destinados ao esporte.

O vereador Marcelo Messias, por meio da assessoria, disse que busca fomentar políticas públicas que ampliem o acesso ao esporte, à cultura e ao lazer, especialmente nas periferias. E que não é possível ao parlamentar acompanhar, de forma minuciosa e individualizada, cada detalhe técnico ou contratual de todos os projetos apoiados.

“O gabinete permanece à disposição dos órgãos de controle e da sociedade para quaisquer esclarecimentos adicionais e reforça seu compromisso com a transparência e o bom uso dos recursos públicos”, disse o parlamentar.

Em nota, a assessoria de Edir Sales afirmou que as emendas são indicadas pelos vereadores às instituições que os procuram para execução de seu Plano de Trabalho. “Cabe a elas administrarem e executarem os recursos do projeto, desde que estejam dentro da lei e de acordo com as normas da Prefeitura”, disse.

O Metrópoles entrou em contato com Gilson Barreto (PSDB). O espaço segue aberto para manifestação.



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Café brasileiro deve ser incluído na lista de exceções do tarifaço de Trump — CompreRural








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