O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) tem avançado na transformação digital, alinhado aos pilares estratégicos do Governo do Estado: digital, verde e inclusivo. Em menos de um mês, o aplicativo Meu Detran MS já soma média de 1,5 mil downloads diários e responde por 2.780 logins ao dia. Somado ao portal de serviços, o volume de acessos em setembro chegou a 9,4 mil logins por dia.
O portal, lançado em maio, segue como principal canal digital, com 290,5 mil cadastros, dos quais 6,7 mil acessam diariamente diariamente. Já o aplicativo, lançado em 1º de setembro, contabiliza 49,7 mil cadastros (14,6% do total) e cresce em ritmo acelerado. Com poucos toques no celular, o cidadão pode realizar consultas, solicitar serviços e acompanhar informações em tempo real, sem necessidade de deslocamento até uma agência, praticidade que explica a rápida adesão.
Entre os serviços mais buscados, a consulta de débitos lidera: 3,26 milhões de acessos pelo portal nos últimos três meses, e 295 mil pelo aplicativo no ultimo mês. Nas consultas de infrações, o aplicativo já responde por quase um terço do total: em setembro foram 206,8 mil acessos, contra 506,9 mil do portal. A renovação da CNH também reflete essa mudança: das 391 mil solicitações no mês, 76,2 mil foram feitas pelo celular, o equivalente a uma em cada cinco.
A transformação digital também trouxe impactos sustentáveis. Desde agosto, o Detran-MS deixou de imprimir e enviar guias de licenciamento em papel, que tinham baixa taxa de pagamento. Hoje, 90% das transações são feitas em meios digitais ou diretamente nas agências, medida que reduz custos, resíduos e impactos ambientais.
Apesar do avanço tecnológico, o atendimento presencial segue disponível, garantindo que nenhum cidadão fique de fora da modernização. Para o diretor de Tecnologia da Informação do Detran-MS, Robson Lui, o crescimento do aplicativo em tão pouco tempo mostra a disposição da população em adotar soluções digitais:
“Nosso compromisso é ampliar funcionalidades para que os principais serviços possam ser resolvidos de forma rápida e segura no celular. Ao mesmo tempo, mantemos o atendimento presencial, porque entendemos que a tecnologia deve ser opção a mais, nunca uma barreira”, afirma.
O perfil dos usuários reforça a tendência de digitalização. Adultos entre 18 e 39 anos concentram mais da metade dos acessos, com destaque para Campo Grande, que reúne 147 mil usuários — mais de quatro vezes a segunda colocada, Dourados (31,6 mil). Três Lagoas, Ponta Porã e Corumbá aparecem na sequência, além de registros em municípios menores e até fora do estado, como São Paulo.
Com novas funcionalidades em expansão, a expectativa é de que o aplicativo se consolide como o principal canal de serviços digitais do Detran-MS, tornando o atendimento cada vez mais prático, sustentável e acessível.
Principal alvo da Operação Spare da última quinta-feira (25/9), Flávio Silvério Siqueira, o Flavinho, divide a sociedade de um helicóptero, avaliado em até R$ 35 milhões — de US$ 2 milhões a US$ 7 milhões, segundo sites especializados —, com um empresário ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
O empresário é investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Publico de São Paulo (MPSP), por chefiar uma rede de venda de combustíveis adulterados e de lavagem de dinheiro, envolvendo motéis e casas de jogos de azar.
Ele é dono de metade de uma aeronave (modelo EC 130 B4) por meio da FSS Apoio Administrativo Ltda, empresa que está em nome da Krug Consultoria e Assessoria Ltda, cujo sócio e representante legal é Flavinho.
A outra metade do helicóptero, da marca Eurocopter France, pertence a José Carlos Gonçalves, conhecido como Alemão. Ele foi sócio de Antônio Vinícius Gritzbach, delator do PCC, assassinado em novembro de 2024. O nome de Alemão também aparece em outras investigações de atividades ilícitas, como a operação carbono oculto.
O Metrópoles busca contato com a defesa de Flávio Silvério Siqueira.
José Carlos Gonçalves é um dos elos que liga a operação Spare à Operação Carbono Oculto, deflagrada no final de agosto deste ano. Além de sócio de Flavinho no helicóptero, ele seria uma pessoa chave no esquema operado por Mohamad Hussein Mourad, que também comercializava combustível fraudado.
De acordo com os autos da primeira operação, o Alemão era central no desvio de materiais ilícitos devido aos seus “sólidos vínculos com atividades ilícitas, especialmente lavagem de capitais e ligações com organizações criminosas”.
As operações ainda se conectam por meio da BK Bank, instituição financeira que seria usada por diferentes núcleos para ocultar e lavar dinheiro proveniente de atividades ilícitas.
Sobre a relação com o crime organizado, o MPSP levantou suspeita sobre depósitos em dinheiro realizados na fintech. Segundo os promotores envolvidos nas investigações, a prática, comum aos dois esquemas criminosos, pode indicar conexão com o crime organizado.
Os promotores do Gaeco também apontaram que a casa de Flavinho já foi frequentada por importantes integrantes do PCC, como Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro; e Rafael Maeda Pires, o Japa.
Cabelo Duro foi morto em fevereiro de 2018, em uma emboscada que teria sido armada pelo líder histórico do PCC Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue. Japa foi enforcado, em 2022, enquanto a facção caçava os responsáveis por libertar Vinícius Gritzbach de um tribunal do crime, realizado naquele ano.
A casa de Flávio Silvério, usada para receber Cabelo Duro e Japa, localizada em Itu, no interior de São Paulo, foi vendida em 2018. O imóvel foi avaliado em R$ 4 milhões.
A Prefeitura de Dourados realizou na última semana a recuperação do Travessão da Fazenda Rincão e linhas de ônibus do transporte escolar. Os serviços atendem solicitações feitas pelo vereador Dalton Ribeiro (PL) em Sessão Ordinária da Câmara Municipal.
O parlamentar apresentou indicação ao Executivo apontando a necessidade dos serviços de patrolamento, cascalhamento e construção de caixas de contenção de águas pluviais, tendo como prioridade as linhas de ônibus do transporte escolar que atendem a região, com grande potencial econômico nos setores da agricultura e pecuária.
Por intermédio de indicações protocoladas pelo vereador, algumas regiões já foram atendidas, como no Travessão do Castelo, Assentamento Lagoa Grande em Itahum, Travessão da Paloma e desta vez o Travessão da Fazenda Rincão.
Dalton acompanhou a finalização dos trabalhos e destacou que o serviço realizado pela Prefeitura, através da Semop (Secretária Municipal de Obras Públicas), foi de excelente qualidade, beneficiando toda comunidade local. “Estamos atentos a estas questões e trabalhando junto com a administração municipal para atender os anseios da comunidade. Parabenizo, mais uma vez, a equipe do prefeito Marçal Filho”, concluiu.
As taxas médias de juros cobradas pelos bancos subiram para famílias e empresas em agosto, de acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas nesta segunda-feira (29), pelo Banco Central (BC), em Brasília.
Nas operações de crédito livre para pessoas físicas o destaque foi o avanço de 5,3 pontos percentuais (pp) na taxa do cartão de crédito rotativo, chegando a 451,5% ao ano.
A modalidade é uma das mais altas do mercado. Mesmo com a limitação de cobrança dos juros do rotativo – em vigor desde janeiro do ano passado – os juros seguem variando sem uma queda expressiva ao longo dos meses. Isso porque a medida visa reduzir o endividamento, mas não afeta a taxa de juros pactuada no momento da contratação do crédito.
Nos 12 meses encerrados em agosto, os juros do cartão de crédito rotativo subiram 24,6 pp para as famílias. O crédito rotativo dura 30 dias e é tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão de crédito. Ou seja, contrai um empréstimo e começa a pagar juros sobre o valor que não conseguiu quitar.
Após os 30 dias, as instituições financeiras parcelam a dívida do cartão de crédito. Neste caso do cartão parcelado, os juros caíram 2,7 pp no mês e 1,6 pp em 12 meses, indo para 180,7% ao ano.
No total, a taxa média de juros das concessões de crédito livre para famílias teve aumento de 0,5 pp em agosto, acumulando alta de 6,6 pp em 12 meses e chegando a 58,4% ao ano.
No caso das operações com empresas, os juros médios nas novas contratações de crédito livre tiveram incremento de 0,2 pp no mês e 4,2 pp em 12 meses, alcançando 25,2%. Destaca-se, nesse cenário, a alta mensal de 9,6 pp na taxa média de juros das operações de capital de giro com prazo até 365 dias, que chegou a 38% ao ano.
No crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado – com regras definidas pelo governo – é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.
No caso do crédito direcionado, a taxa para pessoas físicas ficou em 11,1% ao ano em agosto, com redução de 0,2 pp em relação a julho e aumento de 1,1 pp em 12 meses. Para empresas, a taxa teve variação negativa de 0,1 pp no mês e alta de 2,7 pp em 12 meses, indo para 13,6% ao ano.
Com isso, considerando recursos livres e direcionados, para famílias e empresas, a taxa média de juros das concessões em agosto aumentou 0,2 pp no mês e 4,2 pp em 12 meses, atingindo 31,8% ao ano.
Como esperado, a alta dos juros bancários acompanha o ciclo de elevação da taxa básica de juros da economia, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. A Selic é o principal instrumento usado pelo Banco Central para controlar a inflação.
Ao aumentar a taxa, o BC visa esfriar a demanda e conter a inflação, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, fazendo com que as pessoas consumam menos e os preços caiam. O próximo encontro do Copom para definir a Selic será em novembro e a previsão é que a taxa fique em 15% ao ano, pelo menos, até o fim de 2025.
Da mesma forma, o spread bancário apresentou alta de 0,3 pp no mês e 2,2 pp em 12 meses. Ele mede a diferença entre o custo de captação dos recursos pelos bancos e as taxas médias cobradas dos clientes. O spread é uma margem que cobre custos operacionais, riscos de inadimplência, impostos e outros gastos e resulta, assim, no lucro dos bancos.
Em agosto, as concessões de crédito chegaram a R$ 633,8 bilhões. Nas séries sazonalmente ajustadas, elas recuaram 0,2% no mês, com redução de 2,3% nas operações com pessoas jurídicas e expansão de 1,5% com as famílias.
Em 12 meses, as concessões nominais cresceram 11,4%, com altas de 14% nas operações com empresas e de 9,3% com pessoa física. Com isso, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em R$ 6,757 trilhões, um crescimento de 0,5% em relação a julho. Esse resultado decorreu das expansões de 0,2% e de 0,7% das carteiras de crédito para pessoas jurídicas e famílias, respectivamente, cujos saldos fecharam o mês em R$ 2,547 trilhões e R$ 4,209 trilhões, na mesma ordem.
O crédito ampliado ao setor não financeiro – que é o crédito disponível para empresas, famílias e governos, independentemente da fonte (bancário, mercado de títulos ou dívida externa) – alcançou R$ 19,748 trilhões, com aumento de 1,1% no mês, refletindo principalmente o acréscimo de 2,8% nos títulos públicos de dívida.
Em 12 meses, o crédito ampliado cresceu 11,7%, com avanços nos títulos públicos de dívida (17,0%), nos empréstimos do SFN (9,7%) e nos títulos privados de dívida (17,2%).
Segundo o Banco Central, a inadimplência – atrasos acima de 90 dias – registrou 3,9% em agosto, sendo 4,8% nas operações para pessoas físicas e 2,6% com pessoas jurídicas.
O endividamento das famílias – relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses – ficou em 48,6% em julho, redução de 0,2% no mês e aumento de 0,7% em 12 meses. Com a exclusão do financiamento imobiliário, que pega um montante considerável da renda, o endividamento ficou em 30,4% no sétimo mês do ano.
Já o comprometimento da renda – relação entre o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média apurada no período – ficou em 27,9% em julho, aumento de 0,1% na passagem do mês e 1% em 12 meses.
Os dois últimos indicadores são apresentados com uma defasagem maior do mês de divulgação, pois o Banco Central usa dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Após uma tarde de protestos, o São Paulo foi derrotado por 1 x 0 no Morumbi no duelo diante do Ceará nesta segunda-feira (29/9) em partida que encerrou a 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. O placar negativo diante do Vozão marcou a quarta derrota consecutiva do time tricolor na temporada. Após o confronto, o técnico Crespo avaliou essa má fase e disse que o resultado foi totalmente merecido.
“Cada jogo tem sua história. Poderíamos jogar melhor, mas é um momento crítico quanto aos sentimentos após a eliminação, nunca é fácil. A gente chutou, criou, claro que com dificuldades… acho que foi merecida a derrota. É um momento que só vamos sair trabalhando e acreditando. Como antes dava tudo certo, agora temos que fazer ainda mais”, declarou o treinador.
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Ceará não vencia há cinco rodadas
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O tricolor não vence há três jogos
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São Paulo e Ceará empataram o primeiro tempo em 0 x 0
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Além da quarta derrota consecutiva, o São Paulo também chegou ao quarto jogo sem marcar gols. A última vez foi na vitória diante do Botafogo, quando Dinneno balançou as redes para o clube paulista.
Eliminados da Libertadores para a LDU e da Copa do Brasil para o Athletico-PR, resta ao São Paulo brigar por uma vaga nas competições continentais dentro do Campeonato Brasileiro. O time comandado por Crespo ocupa a sétima colocação na tabela de classificação e poderia encostar no Fluminense caso saísse vencedor no duelo desta segunda-feira.
O São Paulo volta a entrar em campo na quinta-feira (02/10) para enfrentar o Fortaleza, no Castelão, às 19h30.