Charge do Aroeira
Com proposta de gestão mais eficiente e sustentabilidade, o projeto de Parceria Público-Privada (PPP) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) foi aprovado pelo Conselho Gestor de Parcerias (CGP). Ata da 40ª reunião foi publicada nesta terça-feira (2), no Diário Oficial do Estado. Inovador e estratégico para o Governo do Estado, o projeto em saúde pública recebeu 408 manifestações da sociedade, com questionamentos e proposições para seu aprimoramento, o que demonstra ampla participação e interesse público.
“Após a consulta pública, o projeto passou por um processo cuidadoso de refinamento e ajustes técnicos. Isso nos permitiu incorporar sugestões importantes, garantir maior aderência às preocupações da sociedade e alcançar um nível de amadurecimento que nos dá segurança para afirmar que hoje temos um projeto consistente, sólido e pronto para o lançamento do edital. A aprovação unânime no CGP demonstrou a importância do projeto no contexto da saúde pública de nosso Estado”, afirmou a secretária de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni.
A parceria do HRMS com a iniciativa privada representa uma transformação estrutural e operacional do maior hospital público do Estado, garantindo aumento de capacidade e qualidade, modernização tecnológica, sustentabilidade e melhoria dos serviços à população sul-mato-grossense.
O número de leitos será ampliado de 354 para 577. A proposta contempla a reforma do prédio atual, a construção de novos blocos e a gestão dos serviços não assistenciais (bata cinza), que incluem limpeza, manutenção, vigilância, portaria e estacionamento, lavanderia e rouparia, transporte, serviço de arquivo médico, estatística e faturamento, logística, necrotério, engenharia clínica, gases medicinais e utilidades, nutrição e dietética, esterilização, tecnologia da informação e comunicação e, de forma inovadora, aquisição e gestão de insumos hospitalares, integrando suprimento e operação.
O valor total do projeto é de R$ 5,6 bilhões em 30 anos. O desempenho da concessionária será monitorado por indicadores de qualidade e de satisfação, que impactam diretamente na contraprestação mensal. A contraprestação máxima projetada é de R$ 20 milhões ao mês, sem os descontos a serem aplicados no momento do leilão. O prazo total de execução das obras será de 56 meses, sem interrupção dos serviços hospitalares. O contrato prevê ainda soluções sustentáveis e inovadoras como energia fotovoltaica, reuso de água, automação, transporte pneumático e robotização da farmácia.
O Conselho Gestor de Parcerias (CGP) foi criado pela Lei Estadual nº 5.829, de 9 de março de 2022 e é o responsável por aprovar o Plano Anual de Parcerias, aprovar os projetos de parceria com a iniciativa privada, bem como modelagens que envolvam a alienação do controle de empresa estatal, podendo estabelecer recomendações à estruturação final e definir as ações necessárias ao andamento dos projetos do governo estadual.
Próximos passos
O projeto segue para ratificação do governador e, posteriormente, para a publicação do edital de concorrência pública. O leilão está previsto para ocorrer em dezembro de 2025.
Ao reintegrar milhares de reservistas às fileiras de seu Exército na terça-feira (2/9), Israel intensificou os preparativos militares para uma nova ofensiva anunciada na Cidade de Gaza, após quase dois anos de guerra contra o grupo palestino Hamas.
As tropas israelenses estão sendo preparadas “logística e operacionalmente para extensas operações de combate e para a mobilização maciça de reservistas”, afirmou um comunicado militar.
Diversos veículos de comunicação do país noticiaram que a primeira leva de 40 mil reservistas convocados está retornando às suas unidades.
“As tropas estão passando por uma série de exercícios de treinamento de combate em áreas urbanas e abertas, com o objetivo de aprimorar sua prontidão para as próximas missões”, acrescentou o Exército, enquanto os ataques israelenses continuam na Faixa de Gaza.
Bombardeios continuam
Em Gaza, 56 pessoas foram mortas em ataques aéreos israelenses nesta terça-feira, segundo a Defesa Civil Territorial — uma organização de primeiros socorros que opera sob a autoridade do Hamas desde que o movimento islâmico assumiu o poder no enclave, em 2007.
O Exército israelense afirmou estar investigando as mortes, mas ressaltou que é muito difícil coletar informações sem a hora e as coordenadas precisas dos eventos relatados.
Diante das dificuldades de acesso de jornalistas à região, não é possível verificar de forma independente os relatos e informações das diferentes partes envolvidas. No entanto, imagens registradas por um jornalista da AFP em Tel el-Hawa, um bairro ao sul da Cidade de Gaza, mostram socorristas do Crescente Vermelho removendo o corpo sem vida de uma menina dos escombros, completamente coberto de poeira.
“Estávamos dormindo em nossas casas e, de repente, acordamos com o som de bombardeios e destruição. Encontramos a maioria de nossos vizinhos mortos ou feridos”, relatou Sanaa al-Dreimli, uma moradora, à AFP.
Apesar da crescente pressão, tanto externa quanto da opinião pública israelense, para encerrar a guerra, que resultou em um desastre humanitário na Faixa de Gaza, o governo ordenou ao Exército que lançasse uma nova ofensiva na Cidade de Gaza, com o objetivo declarado de aniquilar o Hamas e recuperar os reféns ainda mantidos no território costeiro sitiado.
As Nações Unidas estimam que aproximadamente um milhão de pessoas vivem na Cidade de Gaza e arredores, onde foi declarada situação de fome.
Ao aprovar os planos militares para a conquista de Gaza no final de agosto, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, autorizou a mobilização de cerca de 60 mil reservistas.
Muitos desses reservistas estão deixando suas vidas, famílias e empregos para trás pela quarta ou quinta vez desde o início da guerra, desencadeada pelo ataque do Hamas em território israelense em 7 de outubro de 2023.
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Deodápolis, participou de inspeções em prédios e obras públicas do município, no dia 22 de agosto, juntamente com o Prefeito de Deodápolis, Jean Carlos Silva Gomes. As visitas tiveram como finalidade fiscalizar a adequação e a instalação dos serviços públicos.
Conforme o Promotor de Justiça Anthony Állison Brandão Santos, as inspeções ocorreram em cinco cemitérios municipais, localizados nos Distritos de Lagoa Bonita, Presidente Castelo, Porto Vilma e Vila União, além da sede do Município de Deodápolis. Os cemitérios são objeto de um procedimento administrativo, que visa acompanhar e fiscalizar a conclusão da regularização administrativa, fundiária, registral, ambiental e urbanística dos locais.
Em seguida, o Promotor de Justiça vistoriou o Centro de Educação Infantil Arthur Dutra (em construção) e o Centro de Educação Infantil João Pedro Pelegrine, relacionados a outro procedimento administrativo, que fiscaliza o cumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com a Prefeitura de Deodápolis para a conclusão de obras e a adequação de prédios de creches do município.
As inspeções também contemplaram o local onde será instalado o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), objeto de um terceiro procedimento administrativo, que busca fomentar, junto à administração municipal, a implantação do serviço de atendimento psicossocial na cidade.
Por fim, o Promotor de Justiça visitou o espaço destinado à futura Casa de Acolhimento a Crianças e Adolescentes em situação de risco, acompanhada por um quarto procedimento administrativo.
Pontes caídas, ruas alagadas e até rodovia bloqueada são marcas das fortes chuvas
Os prefeitos do interior de Mato Grosso do Sul se organizam para ações de reparos nas cidades após as fortes chuvas que atingiram o Estado no último fim de semana. Em Jardim, o temporal causou estragos suficientes para o município decretar estado de emergência.
Nesta segunda-feira (21), o km 533 da BR-267, em Mato Grosso do Sul, completa quatro dias interditado após as fortes chuvas registradas na última semana. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) confirmou a interdição total em Jardim entre as rotatórias da Apaporé e da entrada do Calcário Bodoquena.
O trecho está bloqueado desde sexta-feira (18), quando o prefeito Juliano Miranda, o Guga (PSDB), decretou emergência no município.
Para Guga, são necessários de quatro a cinco dias de tempo estável para realizar as obras de reparos no município. “Acredito que se não chover aí, com uns quatro, cinco dias a gente consegue já dar um encaminhamento bom”.
Com enchentes e o nível alto do rio, famílias ficaram desabrigadas na cidade. Porém, já foram alocadas novamente. “Aproximadamente umas 10 famílias, mas hoje todo mundo já tá em casa ou tá na casa familiar”.

Em Bela Vista, a chuva deixou marcas na ponte Lagoa Azul, na estrada Apaporé.
Conforme o prefeito Gabriel Boccia (PP), a ponte foi o maior prejuízo das chuvas na cidade. “O estrago foi na zona rural, a ponte da Apaporé caiu, foi o dano mais significativo”, explicou.
Ao Midiamax, disse que “ninguém precisou sair [das casas], fizemos as limpezas de valetas e deu tudo certo, a água escoou”. As ações se concentram na área rural da cidade e estradas do município.
Sobre o reparo da ponte, explicou que não há previsão para liberação do trânsito. “O Estado vai iniciar os reparos já, não deve demorar muito, mas difícil de te dar previsão”. Contudo, disse que não deve decretar emergência neste momento.
A investigação da Polícia Federal (PF) que desmontou uma organização criminosa voltada para a lavagem de dinheiro e suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) mostra que a Reag Investimentos, uma das maiores gestoras de fundos da Faria Lima, foi a “principal responsável” por ocultar bilhões de reais do grupo investigado.
“Como anteriormente expôs a RFFP, a Reag seria a principal responsável pela ocultação de valores sem origem, que alcançaria bilhões de reais”, diz trecho da decisão que autorizou as ações da PF na Operação Quasar.
A operação, deflagrada na última quinta-feira (28/8), investiga uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituições financeiras, e que utilizava fundos de investimento para ocultar patrimônio de origem ilícita.
Segundo a PF, o grupo usava múltiplas camadas societárias e financeiras, nas quais fundos de investimento detinham participação em outros fundos ou empresas. Entre as estratégias utilizadas estavam transações simuladas de compra e venda de ativos — como imóveis e títulos — entre empresas do mesmo grupo, sem propósito econômico real.
“Essa teia complexa dificultava a identificação dos verdadeiros beneficiários e tinha como principal finalidade a blindagem patrimonial e a ocultação da origem dos recursos”, afirmou a corporação.
Como mostrou a coluna, a corporação também aponta que o dono da gestora Reag Investimentos, João Carlos Mansur, inflou artificialmente seu patrimônio para obter favorecimento comercial.
De acordo com informações analisadas a partir de documentos da Receita Federal, o rendimento de Mansur entre 2020 e 2023 teve uma explosão de 1.700%, passando de R$ 31 milhões para R$ 570 milhões em apenas três anos.
O Fisco também aponta que os “bens menos dívidas” cresceram no mesmo período, saindo de R$ 40 milhões para R$ 737 milhões.
Dados da Receita Federal mostram que o valor declarado por Mansur como lucros e dividendos recebidos “é uma fantasia e não possui origem nos rendimentos das suas empresas, supostas pagadoras dos rendimentos”.
Segundo o órgão, o valor teria o único propósito de “suportar o valor de R$ 699 bilhões do capital social da Lurix Participações, cujo nome original era Reag 50 Participações”.
“As inconsistências poderiam se dar como forma de João Carlos inflar artificialmente o patrimônio com intuito comercial, posto se cuidar de gestor de fundos de investimentos”, diz trecho da decisão.
A Operação Quasar, na qual Mansur é citado, foi uma das três operações deflagradas na quinta-feira (28/8) e que investigam o uso de fundos de investimentos para blindar patrimônio e lavar dinheiro de um grupo empresarial supostamente ligado ao PCC atuante no setor de combustíveis.
Dos 21 fundos investigados na Quasar, 10 estiveram sob gestão da Reag Investimentos, segundo a decisão da Justiça. São eles: Celebration, Derby, Wels, Gold Style, Hans 95, Location, Los Angeles (Lucerna), Mabruj II (Rhodonite), Novo Fundo (Reag Leeds) e Olaf 95.
“Aponta-se que os fundos sob investigação recorreriam a mecanismos para encobrir a verdadeira titularidade dos ativos, valendo-se de uma rede imbricada de transações financeiras e negociações imobiliárias, estruturadas com o auxílio de pessoas físicas e jurídicas interpostas, cuja atuação revelaria ausência de substrato econômico legítimo, funcionando como engrenagem para a ocultação e integração de valores de origem criminosa”, diz trecho do documento.
João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos
Questionada pela coluna sobre os rendimentos de João Carlos Mansur, a empresa afirmou que sua evolução patrimonial reflete, também, o crescimento da companhia nos últimos anos, “sendo que tudo se encontra devidamente declarado e de origem lícita”.
“Todas as informações relativas ao patrimônio e aos rendimentos foram devidamente prestadas e esclarecidas junto às autoridades competentes, por meio das declarações anuais de Imposto de Renda, em absoluto cumprimento das normas fiscais e legais vigentes”, afirma a nota.
Sobre os fundos citados, a Reag diz que tinha 10 fundos e oito foram renunciados a partir de 2024, antes da operação.
Quanto a uma suposta relação com o PCC, a Reag esclarece que “nunca manteve, mantém ou manterá qualquer relação com grupos criminosos, incluindo o PCC, nem com quaisquer atividades ilícitas”.
“Reafirmamos que não há qualquer participação da empresa ou de seus executivos em operações de ocultação de patrimônio ou de lavagem de dinheiro”, diz a manifestação.
Em nota divulgada pela Reag, a empresa refutou “veementemente” qualquer atuação em irregularidades apontadas pelas investigações e diz que “recebeu com surpresa as divulgações que a envolvem em supostas irregularidades investigadas no âmbito da Operação Carbono Oculto [uma das três operações que miraram lavagem de dinheiro]”.
A Reag também afirma que “atua em linha com as normas vigentes no mercado financeiro e de capitais” e que há diversos Fundos de Investimentos mencionados na operação que nunca estivaram sob sua administração ou gestão.
“Em relação aos Fundos de Investimento que a empresa manteve prestação de serviço, sua atuação sempre foi diligente e proba, e os Fundos foram, há meses, objeto de renúncia ou liquidação. Sua trajetória demonstra práticas sólidas de governança e transparência, com base em ética e rigor técnico”, diz trecho da nota.
Por fim, a empresa ressalta que possui controles internos “rigorosos” de prevenção à lavagem de dinheiro, em linha com padrão dos reguladores aos quais está submetida.
“A Reag seguirá atuando com ética, diligência e transparência, sem qualquer tolerância a desvios, sempre em colaboração com as autoridades e em defesa de um mercado financeiro saudável e de seus clientes e investidores”, afirma.
O DOF (Departamento de Operações de Fronteira) registrou aumento expressivo nas apreensões de drogas em Mato Grosso do Sul. Entre janeiro e agosto de 2025, a unidade retirou de circulação mais de 141 toneladas de entorpecentes, volume que representa um salto de 62% nas apreensões, em relação ao mesmo período de 2024, quando foram apreendidos cerca de 87 mil quilos.
Somente nesses oito primeiros meses o DOF registrou 179 ocorrências de tráfico de drogas, que resultaram na apreensão de 162 veículos, além da prisão de 144 pessoas. O prejuízo estimado para as organizações criminosas ultrapassa os R$ 368 milhões. Para o diretor do DOF, tenente-coronel Wilmar Fernandes, mais que números, o aumento nas apreensões de drogas representa um duro golpe nas organizações criminosas, que utilizam Mato Grosso do Sul como rota para o tráfico.
Ele enfatiza ainda, que os bons resultados alcançados até agora, é um reflexo da integração do DOF com as demais forças de segurança pública na região de fronteira, ações conjuntas com polícias de outros Estados, além do aprimoramento do setor de inteligência e dedicação de todos os policiais da Unidade. Todas as ações envolvendo os policiais do DOF aconteceram dentro do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, parceria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) com o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública).