Um piloto morreu na tarde deste sábado (8) na queda de um avião agrícola na zona rural de Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso. O avião colidiu violentamente contra o solo e em seguida explodiu provocando a morte do piloto, que ficou preso às ferragens. A identidade da vítima ainda não foi confirmada.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a equipe foi acionada por volta das 14h5 para atender a uma ocorrência de queda de uma aeronave agrícola na Fazenda Estância Gaúcha, localizada aproximadamente 8 km da área urbana de Campo Novo do Parecis. O solicitante relatou que o piloto encontrava-se preso às ferragens da aeronave.
Ao chegar no local foi constatada que a aeronave já estava em chamas, tendo colidido violentamente contra o solo. O piloto não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A área foi isolada e as autoridades competentes acionadas para a realização da perícia, sendo em seguida o corpo retirado das ferragens. Até o momento não se tem informações sobre a identidade da vítima.
Imagens aéreas mostram a dimensão da devastação causada pela passagem de um tornado no Paraná na noite de sexta-feira, (7). Segundo o governador do Estado, Ratinho Jr (PSD), Rio Bonito do Iguaçu foi a cidade mais afetada, com cerca de 90% de suas construções destruídas. A cidade foi atingida por tornado de nível F-2. Ao menos seis pessoas morreram em razão do tornado, sendo cinco na cidade de Rio Bonito do Iguaçu, localizada a 380 quilômetros de Curitiba. O governador também decretou luto de três dias.
O Corpo de Bombeiros segue com operações de busca em Rio Bonito do Iguaçu. Além disso, as equipes trabalham para restabelecer o fornecimento de água e energia no município. O atendimento das 750 pessoas que ficaram feridas durante o tornado está sendo feito em duas unidades hospitalares, uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e em uma faculdade de Laranjeiras do Sul.
Rio Bonito do Iguaçu fica a 380 quilômetros de Curitiba, no Centro-Sul do Paraná. Guarapuava, mais central, está a 256 quilômetros da capital. Segundo o governador do Paraná, Ratinho Jr. Desde o início de novembro, várias cidades do Paraná enfrentam fortes chuvas, tempestades, vendavais e granizo. Até sexta, 14 cidades estavam em situação de emergência.
Severino Romualdo da Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (8) em um barraco localizado dentro de uma chácara no bairro Jardim Clímax, em Dourados. A vítima foi assassinada com um golpe de faca na barriga e não resistiu aos ferimentos.
De acordo com informações preliminares, o crime teria ocorrido entre a noite de sexta-feira e a madrugada deste sábado. Severino trabalhava prestando serviços na propriedade e costumava dormir no local, porém, segundo a polícia, o homicídio não teria relação com a atividade profissional.
O corpo foi descoberto por moradores que estranharam o fato de Severino não ter se levantado para iniciar as tarefas diárias. Ao entrarem no barraco, encontraram-no ferido sobre o colchão.
Equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e da Perícia Técnica estiveram no local para os levantamentos iniciais. Uma pessoa foi encaminhada à delegacia para prestar depoimento, e as investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar possíveis envolvidos.
O vereador Sergio Nogueira (PP) é um dos 15 sul-mato-grossenses biografados na segunda edição do livro ‘Um Homem de Legado’, lançado oficialmente no auditório da Fecomércio, em Campo Grande. A obra reúne histórias de personalidades que se destacaram pela contribuição ao desenvolvimento humano, social e econômico do Estado, narrando suas trajetórias de vida, desafios e conquistas em formato de coautoria.
Organizado pela Rede e Editora AN, sob a coordenação da empresária Noêmia Ana Frazão, o livro tem o prefácio assinado pelo ex-governador André Puccinelli e o posfácio do presidente da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, Henrique Medeiros. A edição destaca figuras de diferentes áreas de atuação — da política à educação, da medicina ao empreendedorismo — que, com seu trabalho, deixaram marcas positivas na sociedade.
Entre os nomes homenageados está o vereador de Dourados, professor e comunicador Sergio Nogueira, cuja trajetória é marcada pela fé, pela educação e pelo serviço ao próximo. Na obra, ele compartilha suas origens humildes, o amor pela docência e a vocação para servir, valores que o conduziram à vida pública.
Sua biografia reflete uma caminhada de propósito, dedicação e compromisso com a transformação social por meio da educação e da política. Ao longo de sua carreira, Sergio Nogueira construiu um legado pautado pela ética, pelo diálogo e pela valorização das pessoas — princípios que norteiam sua atuação como parlamentar e cidadão.
“Participar dessa obra é uma honra e, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade. Mais do que contar a minha história, é uma oportunidade de inspirar outras pessoas a acreditarem que é possível construir um legado baseado no amor, na fé e no serviço ao próximo”, destacou o vereador.
O livro ‘Um Homem de Legado’ é um tributo àqueles que, com suas ações, ajudam a escrever a história de Mato Grosso do Sul e inspiram novas gerações a seguirem o mesmo caminho. Conhecer o “legado” das pessoas é inspirador, uma oportunidade de avaliar nossas atitudes e como estamos impactando outros. O valor de uma obra como essa está muito acima de valores financeiros. Interessados em adquirir o exemplar do livro poderá procurar diretamente com o autor pelo número
Correio Braziliense
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca, neste domingo, para a Colômbia, onde participa da Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia, em Santa Marta. A participação foi confirmada de última hora, em meio à escalada na tensão entre Estados Unidos e Venezuela, com probabilidade, cada vez maior, de uma ação militar. Ao comentar o assunto, antes de confirmar sua participação na Celac, Lula disse querer evitar uma “invasão terrestre”, e que vai se colocar à disposição para intermediar o conflito. Afirmou, inclusive, que a cúpula “só faz sentido” se o cenário for discutido.
Há, porém, preocupação no governo de que essa iniciativa de Lula impacte as negociações do Brasil com os Estados Unidos sobre o tarifaço imposto ao Brasil. Na terça-feira, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, estará no Canadá para uma reunião com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, a respeito da sobretaxa a produtos brasileiros.
Durante a semana, em Belém, o chanceler Mauro Vieira comentou que a viagem de Lula visa prestar “solidariedade regional” à Venezuela. Há dúvidas, porém, se a reunião poderá trazer resultados concretos, como uma declaração conjunta dos países contra a interferência americana, devido ao esvaziamento da reunião e à divergência entre os membros.
Segundo o governo de Gustavo Petro, da Colômbia, 12 chefes de Estado confirmaram presença na Cúpula até o momento. No entanto, juntos, Celac e União Europeia têm 60 países. O esvaziamento é atribuído a divergências entre os países e à cautela na relação com o governo Trump. Alguns membros da Celac apoiam abertamente a ação americana — supostamente para combater o narcotráfico no Mar do Caribe —, como Argentina, Honduras e Trinidad e Tobago.
Outros países, embora condenem a intervenção estrangeira na região, adotam tom cauteloso, casos do México e do próprio Brasil. O líder mais vocal contra a ação tem sido Petro, que virou alvo de sanções econômicas de Trump e foi acusado pelo republicano de ligação com o tráfico internacional.
Em discurso na Cúpula da COP30, na quinta-feira, Petro disparou contra o americano e comparou os ataques a barcos venezuelanos com as ações de Israel na Palestina, apoiadas pelos EUA. “Os mesmos mísseis que atingem crianças em Gaza agora atingem jovens pobres no Caribe”, declarou.
O encontro vai produzir dois documentos de consenso, a Declaração de Santa Marta e um Mapa do Caminho para atingir objetivos registrados na declaração, e dois documentos de livre adesão sobre segurança cidadã e políticas de cuidados.
“Como aparecerá na declaração, é difícil dizer, mas é óbvio que o tema será discutido de alguma maneira, porque é um tema da região, e um tema grave”, disse a jornalistas a secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, embaixadora Gisela Padovan. Sobre a possibilidade de o Brasil intermediar uma conversa entre os governos de Donald Trump e Nicolás Maduro, a diplomata reforçou que o país sempre está disposto, inclusive, para intermediar negociações entre Maduro e sua oposição, mas que só pode fazê-lo se houver uma solicitação dos países envolvidos.
“O Brasil já teve um papel de interlocutor em duas ocasiões, pelo menos, mais evidentes. Do grupo de amigos de 2003, quando logrou montar esse grupo, inclusive com a participação americana, e solucionar a questão então do presidente Chávez por meio do referendo. E, também, quando discutiu a questão de Essequibo que, felizmente, saiu do radar”, afirmou.
A tensão na costa da Venezuela escalou após a decisão de Trump de enviar navios de guerra à região em setembro, sob o pretexto de combater o tráfico de drogas para o território americano. Até o momento, as forças atacaram 16 barcos supostamente tripulados por narcotraficantes, deixando 64 mortos. O gesto, porém, é interpretado como preparação para uma possível invasão ao território venezuelano, em tentativa para derrubar Maduro.
O ditador venezuelano acusa Trump de planejar a tomada de campos de petróleo no país. O governo americano também admitiu que estuda operações militares no país latino-americano, autorizando a CIA, por exemplo, a agir. A grande preocupação do Brasil e de outros países da região é com a possível eclosão de um conflito armado, envolvendo, inclusive, outras potências. Em comunicado, a chancelaria da Rússia declarou “solidariedade inabalável” com a Venezuela, e disse estar pronta para ajudar o aliado, Maduro, inclusive com o envio de mísseis.
Preocupante
Na avaliação do professor do Instituto de Relações Internacionais (Irel) da Universidade de Brasília (UnB) Antônio Jorge Ramalho da Rocha, o cenário atual envolvendo a Venezuela é “muito preocupante”, com chances reais de um conflito militar. Isso justifica a movimentação do Brasil e outros países da região em criticar a ação americana.
“As consequências podem ser modestas, se o conflito for limitado no tempo e no espaço, ou desastrosas e muito prolongadas no tempo, caso os EUA pretendam promover a mudança de regime ou uma ocupação territorial. Por enquanto, as sinalizações do governo Trump são de que ele pretende amedrontar o governo venezuelano, induzindo mudanças apenas com a ameaça do uso da força e ações cirúrgicas (ilegais, vale dizer) contra supostos traficantes de drogas. Isso não funcionará, contudo, nem com a Venezuela nem com a Colômbia”, enfatizou o professor.
Ele não espera, contudo, que haja abertura de nenhum dos lados para uma mediação brasileira. “Trump pretende negociar com Maduro melhores condições para explorar petróleo na Venezuela e no Essequibo, mas poderá ceder às pressões de seus apoiadores que querem mudar o regime na Venezuela. Há certa lógica nisso, em contraste com a agressiva relação com Petro, de quem os EUA dependem para combater o narcotráfico dirigido à sua sociedade”, disse.
Para o analista de política internacional da Consultoria BMJ Vito Villar, há um esvaziamento dos fóruns regionais, como a Celac e a Cúpula das Américas — cuja reunião, prevista para dezembro, foi adiada para 2026. “Vale destacar que os EUA vêm expandindo sua presença na região, forçando países menores, principalmente do Caribe, a abdicar de relações econômicas com outros parceiros, como a China, para priorizar os EUA”, disse ao Correio.
Sobre uma possível mediação do conflito pelo Brasil, Vito aponta que o governo enfrentaria dificuldades. “O Brasil tentou uma aproximação pragmática com a Venezuela entre 2023 e 2024, especialmente ao ser o negociador para manter a paz no Essequibo e garantir eleições na Venezuela. Entretanto, esse momento ruiu”, afirma. “Lula teria de agir sob a prerrogativa de liderança regional para construir novas pontes. Mas o cenário é temerário, uma vez que a relação com os EUA também não está no nível positivo que já esteve.”
O venezuelano Carlos Luiz Urriete Garcia, foi morto com uma facada no peito na noite desta sexta-feira (7), na Rua Andreara, em Campo Grande. A esposa dele, também venezuelana, é a principal suspeita do crime e fugiu levando o filho do casal, de um ano.
O crime teria acontecido em meio a uma briga do casal dentro da casa deles. Conforme vizinhos, discussão entre o casal era constante e antes da constatação do crime ouviram gritos. Socorristas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram acionados. mas quando chegaram o homem já estava morto.