A pesca esportiva é uma paixão nacional que movimenta milhões de reais por ano no Brasil e atrai pescadores profissionais e amadores de todas as regiões. Em meio à diversidade de espécies que habitam os rios e lagos brasileiros, uma dúvida recorrente surge entre os praticantes da atividade: qual a diferença entre a traíra e o trairão?
Apesar dos nomes semelhantes e de pertencerem à mesma família de peixes predadores (Erythrinidae), esses dois animais apresentam diferenças importantes em morfologia, comportamento e distribuição geográfica.
A traíra comum (Hoplias malabaricus) é um peixe amplamente distribuído em rios, lagos e açudes de água doce em praticamente todo o Brasil. Já o trairão (Hoplias lacerdae), embora da mesma família, pertence a uma espécie diferente, com distribuição mais restrita, principalmente na Bacia Amazônica e em alguns rios do Centro-Oeste e Sudeste, como o São Francisco, Araguaia e Tocantins.
Ambas são conhecidas por seu comportamento agressivo, grande força e instinto predador, o que as torna alvo frequente da pesca esportiva com iscas artificiais. No entanto, o trairão é mais valorizado entre os pescadores por seu porte avantajado e combatividade extrema.

As principais distinções entre as duas espécies podem ser observadas em diferentes aspectos:

Tanto a traíra quanto o trairão são fundamentais para o equilíbrio ecológico dos ambientes aquáticos. Por serem predadores topo de cadeia, ajudam a controlar populações de outras espécies e a manter o ciclo natural dos ecossistemas.
Contudo, a pesca excessiva e a degradação dos habitats têm afetado as populações, principalmente do trairão, que possui crescimento mais lento e reprodução mais restrita. Por isso, é importante que os pescadores esportivos pratiquem o pesque-e-solte sempre que possível, além de respeitar as regras locais de defeso e tamanho mínimo de captura.
Embora frequentemente confundidos, traíra e trairão são peixes com diferenças marcantes que impactam diretamente a forma de pescá-los, o manejo e a valorização esportiva. Conhecer essas diferenças é essencial não apenas para melhorar o desempenho na pescaria, mas também para contribuir com a conservação dessas espécies que representam a riqueza dos rios brasileiros.
Pescar com consciência é garantir que as próximas gerações também possam viver essa emoção.


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