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Embrapa Suínos & Aves: 50 anos


Fundada em 26 de abril de 1973, esta instituição pública representa o ápice da capacidade nacional de produzir ciência aplicada ao desenvolvimento rural sustentável.

A agropecuária brasileira moderna, robusta, inovadora e reconhecida mundialmente, deve parte substancial de sua notável trajetória à excelência científica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária — Embrapa. Fundada em 26 de abril de 1973, esta instituição pública representa o ápice da capacidade nacional de produzir ciência aplicada ao desenvolvimento rural sustentável. Pavimentou o caminho para que o Brasil se tornasse uma potência na produção de alimentos, fibras e energia, aliando conhecimento técnico a uma visão estratégica que, ao longo de cinco décadas, revolucionou o campo brasileiro.

É motivo de especial orgulho para Santa Catarina ter sido escolhida como sede do centro de pesquisa que viria a se tornar a Embrapa Suínos e Aves, oficialmente instalada em Concórdia em junho de 1975. Três anos depois, a unidade incorporou também a avicultura, consolidando-se como referência nacional e internacional em pesquisa e inovação nas cadeias produtivas de suínos e aves. No último dia 13 de junho, comemoramos o cinquentenário dessa unidade de excelência, cuja atuação tem sido decisiva para o fortalecimento de um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro.

Cidade mais fria do Brasil tem sua economia sustentada pela pecuária e agricultura

A trajetória da Embrapa Suínos e Aves é marcada por realizações memoráveis: desenvolvimento de vacinas, de tabelas de composição de alimentos, de testes diagnósticos, de programas de melhoramento genético e de tecnologias que impulsionaram, de forma notável, os níveis de produtividade e sustentabilidade da suinocultura e da avicultura. Estimativas apontam que, entre 1975 e 2010, a unidade contribuiu com 40% do progresso técnico da suinocultura brasileira e 20% da avicultura. Mais recentemente, passou por um vigoroso processo de modernização, que envolveu a reestruturação de seus laboratórios, o fortalecimento de parcerias com universidades e instituições públicas, a superação de desafios como a pandemia da Covid-19, e o lançamento de programas como o InovaPork e o InovaAvi, voltados à inovação aberta e à conexão com ecossistemas tecnológicos.

A sustentabilidade tornou-se pilar estruturante de suas ações, refletida em iniciativas como a geração de energia solar, o reaproveitamento de água da chuva, a reciclagem de resíduos e a incorporação de tecnologias de ponta nas áreas de biotecnologia e nanotecnologia. A celebração dos 50 anos incluiu o lançamento da obra “Raízes, ciência e transformação: 50 anos de inovação da Embrapa Suínos e Aves”, o software BiosSui — voltado à avaliação da biosseguridade em granjas — e a exposição “50 Anos – No caminho da suinocultura e da avicultura”, que reafirma o compromisso institucional com o conhecimento e a memória científica.

Desde sua origem, a Embrapa demonstrou extraordinária capacidade de tropicalizar tecnologias, formando um corpo técnico altamente qualificado, com formação inclusive no exterior. As inovações transcendem a produtividade. O impacto econômico e social é vasto: segurança alimentar, redução da dependência externa, incremento das exportações, geração de renda e estímulo ao desenvolvimento regional.

O Sistema Faesc/Senar-SC rende sua mais profunda reverência à Embrapa, por sua história, por seu presente e por seu futuro. Acreditamos, com firmeza, na centralidade da ciência e da inovação para o sucesso do agro. Reafirmamos a necessidade de investimentos contínuos e crescentes em pesquisa agropecuária, como condição para preservar a competitividade nacional e a segurança alimentar da população. A Embrapa é, e deve continuar sendo, protagonista na formulação de respostas técnicas e estratégicas aos desafios que se apresentam.

Ao celebrarmos o cinquentenário da Embrapa Suínos e Aves, celebramos, também, os milhares de profissionais que — com ética, competência e visão de futuro — têm feito da instituição um verdadeiro patrimônio do povo brasileiro. Sua atuação nos campos, nos laboratórios e nas parcerias constrói um Brasil mais justo, próspero e sustentável. A eles, nossa sincera homenagem e gratidão.

 José Zeferino Pedrozo Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC).

Autor: JOSÉ ZEFERINO PEDROZO

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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Preços de alimentos caem e prévia da inflação de junho fica em 0,26%


O resultado de junho também deixa o IPCA-15 abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado (0,39%). No acumulado de 12 meses, o índice soma 5,27%.

Depois de nove meses seguidos de alta, os preços dos alimentos apresentaram queda em junho e ajudaram a fazer o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) – também conhecido como prévia da inflação oficial – fechar em 0,26%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado representa o quarto mês seguido de desaceleração, ou seja, a inflação está perdendo força.

Veja o comportamento do IPCA-15 desde fevereiro, quando foi apurado o maior índice do ano:

Fevereiro: 1,23%

Março: 0,64%

Abril: 0,43%

Maio: 0,36%

Junho: 0,26%

O resultado de junho também deixa o IPCA-15 abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado (0,39%). No acumulado de 12 meses, o índice soma 5,27%.

Influências

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, sete apresentaram alta em junho. Além da alimentação, o outro grupamento com recuo nos preços foi educação (-0,02%).

Entre os que tiveram alta, a maior pressão veio da habitação, que subiu 1,08%, representando impacto de 0,16 ponto percentual (p.p.) no IPCA-15.

– Habitação: 1,08%

– Vestuário: 0,51%

– Saúde e cuidados pessoais: 0,29%

– Despesas pessoais: 0,19%

– Artigos de residência: 0,11%

– Transportes: 0,06%

– Comunicação: 0,02%

– Alimentação e bebidas: -0,02%

– Educação: -0,02%

O grupo habitação foi influenciado pelo subitem energia elétrica residencial – o que mais contribuiu para a inflação dentre todos os 377 produtos e serviços pesquisados pelo IBGE.

A conta de luz nos lares ficou 3,29% mais cara (impacto de 0,13 p.p.) por causa da incorporação da bandeira tarifária vermelha patamar 1, com a cobrança adicional de R$ 4,46 na fatura a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, que passou a vigorar em junho. 

Impactos negativos

Dos quatro principais impactos negativos no índice, três são subitens do grupo alimentação:

Tomate: -7,24% (-0,02 p.p.)

Ovo de galinha: -6,95% (-0,02 p.p.)

Arroz: -3,44% (-0,02 p.p.)

As frutas ficaram 2,47% mais baratas. A cebola (9,54%) e o café moído (2,86%), por outro lado, subiram.

A deflação dos alimentos em junho é a primeira desde agosto de 2024, quando os preços tinham caído 0,80%. Desde então, foram nove meses de alta, tendo o pico sido atingido em dezembro (1,47%). Em maio, a elevação foi 0,39%.

A gasolina, subitem que tem o maior peso na cesta de preços apurada pelos pesquisadores, recuou 0,52%, tirando 0,03 p.p. do IPCA-15. O grupo combustíveis como um todo recuou 0,69%.

– óleo diesel (-1,74%)

– etanol (-1,66%)

– gasolina (-0,52%)

– gás veicular (-0,33%)

O índice

O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 p.p. para mais ou para menos. 

A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa e feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 16 de maio a 13 de junho.

Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.518.

O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (inclui Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju). O IPCA cheio de junho será divulgado em 10 de julho.

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